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29/08/2011

Instabilidade Afetiva Borderline

por Maria Roberta
(leitora do blog)

O transtorno de personalidade borderline traz duas características marcantes que são a instabilidade e a impulsividade.
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Borders costumam ser inconstantes nas suas escolhas, decisões, opções. E são, também, bastante impulsivos.

Por exemplo, com grande empolgação, decidem fazer um curso, certos de que aquilo é o que mais querem na vida. 

Iniciam-no com grande dedicação mas pouco tempo depois, enjoam-se dele e o abandonam. Ou mesmo aparentemente interessados pelo curso, ouvem falar de um segundo curso e, passam a acreditar que esse sim é aquilo que procuravam. 

Abandonam o primeiro (que perde totalmente a graça) e embarcam-se apaixonadamente nesse segundo curso certos de que agora sim, encontraram seu lugar. 

Novamente o ciclo se repete e o curso em andamento acaba perdendo sentido e é abandonado por terem pesquisado por um terceiro curso, por terem ouvido falar de um quarto curso, ou pela possibilidade de agora, sim, um quinto ser o que realmente tem o que buscam... 
Como podemos ver nessa postagem aqui sobre a Inconstância Borderline

Essa instabilidade acontece com coisas mais simples e cotidianas como quando lêem um livro, assistem um DVD, fazem alguma atividade corriqueira.

E, acontece também com relacionamentos afetivos.

O comportamento de buscar vários parceiros(as) vem dessa mesma instabilidade e impulsividade, somados. Está associado ao não saber o que se quer, do que se gosta, o que o preenche, o que faz sentido para si mesmo. 

Está ligado a falta de um ego bem estruturado, bem constituído que acaba levando ao vazio, a um buraco, a sensação de inexistência.

O border está namorando mas, pela sua instabilidade, o relacionamento começa a ficar sem graça. Uma terceira pessoa, então, parece trazer para ele o que ele precisa. 
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Parece oferecer a ele apoio, companhia, alegria, diversão; enfim, tudo aquilo o que atual relacionamento parece não ter mais. 

Dessa maneira, ele sente-se empolgado por essa terceira pessoa e o(a) atual parceiro(a) passa a não ter importância. Impulsivamente ele abandona o namoro e parte pra nova relação. 

Mas logo a terceira pessoa não o preenche mais e ele pula para uma quarta pessoa. E para uma outra. E outra. E, de repente, ele lembra-se da pessoa com quem namorava. E acredita que ela, sim, tinha o que o preenchia. E volta para ela. Mas assim que ela parece não mais o preencher, o ciclo recomeça.

Essa mudança constante de parceiros(as) não é uma atitude maldosa do border. É uma tentativa de encontrar-se. Uma tentativa muito sofrida para si e para todos que estão envolvidos no processo. 

Ele busca livrar-se do vazio que o invade, da falta de sentido que assombra sua existência e, para isso, age. 
Só que dessa maneira, atinge a si e aos que estão ao seu redor. 

Entenda melhor tal comportamento lendo um pequeno trecho do livro "Stop Walking on Eggshells" que aborda muito bem esse assunto da Instabilidade Borderline.

Por isso é tão importante que o border faça tratamento. É necessário que ele fique consciente dessa dinâmica, do seu comportamento, da sua instabilidade, da sua impulsividade.

Estar acompanhado de um profissional ajuda-o a esclarecer esses momentos nos quais o que o governa são o vazio, o medo, o sentimento de inexistência, a instabilidade, a impulsividade, a sensação de rejeição e abandono.

Esse esclarecimento possibilita-o poder ter uma nova resposta para cada uma dessas sensações e pode levá-lo a uma vida diferente da qual ele possa estar vivendo.

23 comentários:

Anônimo disse...

Querida Maria Roberta,
Meus parabéns!!!! O seu comentário está perfeito. Como se eu tivesse olhando o meu interior. Muito profundo e esclarecedor.
Beijos,
Felipe

Anônimo disse...

Oi Felipe, obrigada. Fico feliz que tenha gostado!
Eu conversei com a Wally a respeito, com minha psicóloga. Tudo no border está ligado a falta de um ego constituído o que acaba levando a esse vazio e, por consequência, a busca em preenchê-lo. Somos vítimas disso.
Quanto mais a gente entende do transtorno, se entende, entende a dinâmica na qual caímos, mais recursos a gente tem pra tentar buscar novos caminhos pra trilhar.
Não tem outra saída. O tratamento com profissionais especializados no tratamento é a solução.
Beijos!!!
maria roberta

Gabriel Anzzelotti disse...

Muito bom esse post é realmente oque tenho vivido a uns 28 anos

vou repetir no meu blog c om referencia.

obg

Anônimo disse...

Valeu pelas informações Maria Roberta, muito bom, mesmo!!!
Realmente, você leva muito jeito...é muito talentosa. Aguardo mais post seu. (ansioso, rsrsrs)- piadinha de border-
Um beijão
Felipe

Anônimo disse...

rsrsrs adorei o "ansioso" ... piadinha de border! espero que o elogio não tenha sido escrito na impulsividade hein? :P
a gente tem que se divertir um pouquinho também, né?
beijos
maria roberta

Anônimo disse...

Maria, você não tem um blog, nada parecido pra compartilhar com a gente? Você e a Wally nos ajudam muito, sabia?

Beijinhos, Tay

Anônimo disse...

Oi Tay! não tenho blog não. A Wally que está sendo uma fofa e abrindo espaço aqui pra mim. A Wally ajuda demais, né? Bom saber que eu tb tenho ajudado, viu? Beijos, maria roberta

Anônimo disse...

Querida Maria Roberta,
De repente a vida está se abrindo para você. Te considero uma border muito diferente das outra que já conheci antes.
E, entenda: especial. Soube transmitir de maneira muito apropriada toda a nossa maior dificuldade: Instabilidade. E olha, o meu elogio foi para valer!!!!RSRSRS
Já sou seu fã...Viu, já tem um montão de gente, apostando em você...
Muito sucesso e Parabéns!!!
Felipe

Anônimo disse...

Oi Felipe, obrigada pelos elogios.
Sou uma border bem normal (ou seja, bem border rsrs) mas, sabe, com o tratamento e a vontade de aprender sobre o que tenho, (o que temos) a gente vai crescendo um pouquinho por dia. É um trabalho de formiguinha; tijolinho por tijolinho, degrau por degrau.
Nada fácil ... é duro, é árduo ... as vezes, a gente recua dois passos, as vezes caminha apenas um ... muitas vezes, o contrário ...
mas o que tenho visto é que com o tratamento acabamos tendo uma visão ampliada de nós, das pessoas, das coisas ... (você não acha?) ... conseguimos ter a oportunidade de enxergar as coisas de maneira maior. apesar de toda nossa dificuldade e de todas as limitações que o transtorno nos traz, mudamos.
eu tenho chegado a conclusão que a gente pode enxergar de uma maneira mais completa (através da visão que uma análise, uma terapia correta nos proporciona); mais completa até que muita gente "normal", mesmo com essas nossas difilculdades e limitações que carregamos.
ou seja, é possível sim viver.
quando eu não tinha o diagnostico correto e passava por bipolar ou portadora de TDAH eu dizia aos meus então terapeutas que eu não sabia viver. cansei de dizer isso a eles.
hoje eu acho que todos nós borders precisamos sim aprender a viver. e isso é possível.
Beijos
maria roberta

Anônimo disse...

Ah, adorei Maria Roberta: sou uma border bem normal...RSRSRS
Eu tb sinto as mesmas dificuldades que vc!!!
Não é nada fácil a nossa vida de borderline, né?
As vezes eu acho que estou quase curado e de repente vem a crise: tédio, vazio, escuridão, despersonificação...Eu tb, por dois anos, tive o diagnótico de bipolar, e aí já viu....ficava péssimo. Tb passei por alguns psicólogos "picaretas" e outros mais xaropes do que eu, se te contasse as coisas que já passei...é de rir e de chorar...rsrsrs não sei como não pirei de vez. E medicação, então? Nossa, até eu acertar de terapeuta, levou quatro anos.
Mas continuo te achando uma border muito especial e sensível...hummm sem ser impulsivo- vc é especial...Não foi à toa que a Wally te fez o convite. E ela sabe das coisas...
Eu vou ficar torcendo e esperando que vc escreva mais artigos, pq já sou seu fã. Foi muito bom ter te conhecido.
Um beijão
Felipe

Wally disse...

Felipe, conta pra gente um pouco do que você já passou.
Vou ter o maior prazer em publicar aqui no blog.

abraços

Anônimo disse...

Oiii Wally, bem eu sou um border meio complicado. Eu tive uma infância de abandono e maus-tratos. Filho de mãe psicopata e sem pai. Sofri muito com a minha mãe e vivia sempre aterrorizado. Até hoje, eu tenho uma relação muito complicada com ela. Não é nada fácil. Meu pai, finge que eu não existo. Deve ter vergonha do filho maluco dele. Daí vem o meu distúrbio, viver com uma mãe dessa deixou o meu ego fragilizado. desfragmentado e tornei-me isso: border.
Uma tia minha, me apoiou muito, porque é psicóloga e fui morar com ela. Aí, longe da minha mãe, pude ter um pouco de paz. Começaram as crises, não sabia o que era real ou fantasia. Comecei a beber diariamente vinho. Sou super inteligente e sou funcionário público, tenho uma boa renda. Mas, aplicava em rendimentos arriscados e perdia um dia e ganhava muito dinheiro dias depois. Meus relacionamentos? Instáveis, um dia eu amava, para no outro eu romper do nada, sem piedade, as vezes, até com nojo. Enjoado, mesmo ( coitadas!!!). Tinha muita raiva, fúria. E nada me preenchia. Fui diagnosticado bipolar e meu martírio foi piorando, cada psicólogo ruim, mais loucos que eu....Como é difícil conseguir um bom profissional nessa área. Mas uma amiga da minha tia, indicava e eles eram picaretas. Sabe achavam que eu era neurótico e que as minhas crises eram surtos psicóticos e me dividiam em várias patologias. Medicação? Nada funcionava, engordei, só dormia com os anti-depressivos. Cruel, Wally, cruel. Sofri feito um animal de rua em tempos de enxurrada...com sarna e tudo. Minha tia foi um anjo na minha vida. Sempre me amparou, ela é minha verdadeira mãe!
Bom, morei junto com uma mulher que tempos depois, descobri que era psicopata e durante uma crise, ela surtou e tentou me matar a facadas. Fui internado e na Clínica eu encontrei meu atual terapeuta junguiano, que é sensacional. A partir do diagnóstico correto, passei a melhorar.
Emagreci,faço academia. Vendi minha moto e parei de beber há muito tempo, graças a Deus. Mas não cheguei a me tornar alcóolatra. Eu queria preencher meu vazio, correndo feito louco com a moto e buscando mulheres, das quais não lembro nem o rosto....tudo muito triste.
No meu trabalho, o pessoal de lá é bem legal comigo e todos me tratam muito bem (tb lá todo mundo vive a base de tarja preta rsrsrs), a maioria lá é doidão...por isso é até divertido, sabe?
Até o Juiz é bipolar e a diretora é esquizofrênica, por isso, lá eu sou considerado até bem normal, dá para acreditar??? RSRSRS
Aí, bem estou nessa estrada, com muita dificuldade, como enfatizou a Maria Roberta e encontrei vcs duas, que conquistaram o meu coração border de ser.
Hoje, eu luto para ter estabilidade emocional, luto contra o medo de novas crises, de angústias. Mas tenho amigos e sou bem humorado.
Sou um border "bacana".
Abraços,
Felipe

Anônimo disse...

Oi Felipe,
Legal ler seu comentário e saber mais sobre você. Acho que todos nós passamos por essas gangorras da vida. Sabe que o ambiente no qual vivemos é fundamental pro nosso quadro. Tanto pro surgimento dele quanto pro estado de melhora do transtorno. Eu tenho conversado isso com minha psicóloga, falei sobre isso com a a Wally, ela também tem sentido isso na vida dela. Estou pensando em escrever algo a respeito. Vou conversar melhor com a Wally sobre isso pois acho tremendamente importante.
Beijos
maria roberta

Anônimo disse...

Sem dúvida, alguma, Maria Roberta. Você está corretíssima. Eu, agora, estou em um ambiente de trabalho, no qual sou querido e no familiar também. Estou aprendendo a aceitar os meus pais, mas o universo me proporcionou outros familiares muito amados e que me amam e me aceitam exatamente como sou. E isso foi muito importante para a minha melhora e evolução como border. Deu para entender agora, como a história do Fred e da Cuidadora Apaixonada mexeram comigo? Eu me vi no Fred e a minha tia era a Luciana A. Se não fosse a minha tia e a minha determinação em querer ser saudável, não estaria vivo hoje.
Ah, tenho 27 anos.
Um beijão
Felipe

Wally disse...

Felipe, realmente sua história me impressionou bastante.
Você realmente não exagerou no comentário anterior quando se referiu a 'cada coisa que já passou'.
Nossa!! Me tocou demais...
Sinto muito!!

Mas ainda bem que você tem essa tia maravilhosa. Claro que não compensa tudo o que você passou, mas pelo menos você tem uma âncora e minimiza os danos.

Sabe o que é o mais triste de tudo?
Não é passar por tudo isso.
É ficar com as cicatrizes para o resto da vida...

P.S. Vou publicar seu post ainda essa semana. Você é um herói!

Anônimo disse...

Ah, Wally, agora vc me deixou sem jeito....o que é bem difícil de acontecer rsrsrs
Só se eu for o anti-herói...sou só um sobrevivente. Apenas isso, minha amiga.
Cicatrizes? Só na minha carne, porque a minha alma já conseguiu perdoar a todos.
O que eu poderia esperar de uma mãe psicopata?
Fria, calculista e sem remorso. E perversa?
Quanto ao meu pai, preferiu fugir...não o culpo, herdar um filho esquisito?
Mas a minha tia, sim, é muito especial. Sabe, aquele anjo que Deus envia nas situações mais difícieis? É ela. Nós moramos juntos e somos muito próximos. Ela me ama muito e isso é importantíssimo para mim. Esse amor...
Sou só um border como tantos outros com histórias tristes...só tive coragem de expor. Só isso.
Obrigado pela força e compreensão. Tomara que um dia eu consiga ser como vc, mas ainda, estou longe disso.
Admiro muito vc.
E tenho um carinho muito especial pela Maria Roberta. Estou tão feliz por ela estar postando essas matérias...Ela é muito talentosa e tem muita sensibilidade. Tudo que ela escreve, mexe muito conosco.
Que bom que eu conheci vcs duas.
Um abraço,
Felipe

Anônimo disse...

Oi Felipe!
Como a Wally disse, vc é um herói por enfrentar todas essas situações e estar melhor, procurar um tratamento, querer encontrar um caminho.
Não é fácil, eu sei. Mas só um herói consegue enfrentar tudo isso e se manter de pé.
Você mereceu sua história num post! A Wally é muito perceptiva e sensível pra compartilhar o que pode servir de exemplo pra outras pessoas e poder ajudar.
Sua tia é realmente um anjo!
Acho que amor é tudo na vida de um border.
Ser aceito pelo que se é, ser acolhido, amparado, compreendido.
A história da cuidadora apaixonada e do Fred nos remete a isso. A um reconhecimento verdadeiro do que somos.
Sei bem o quanto é difícil ser aceito.
Acho que minhas maiores crises vieram em função de relações amorosas.
Na verdade, não importa de onde venha o amor. O border precisa se sentir amado.
Que bom que sua tia existe na sua vida.
Beijos
maria roberta

Anônimo disse...

Ah, Maria Roberta, você é uma graça de garota. você me lembra a Hello Kitty! Não ri não! rsrsrs
essa gatinha está por todo o lado aqui em casa, porque a minha tia é apaixonada por ela. Na verdade foi a minha tia que fez esse comentário. E acredite, para ela isso é uma grande elogio. Ela está dizendo que você é doce e terna como a Hello Kitty...Aqui em casa tem Kello Kitty por todos os lados e quando vim morar aqui , estava com dez anos e tive que me acostumar com ela!!rsrsrs A minha tia está morrendo de rir!!!
Espero que você conte a sua história em breve, porque você se sentirá mais livre e leve. Essa sensação é ótima, acredite em mim.
Maria Roberta, todos nós, borders, temos histórias tristes com rejeição, abandono e violência. Esse é o nosso estigma.
Mas podemos dar a volta por cima...isso é muito bom.
Aguardo mais matérias suas.
beijos,
Felipe

Anônimo disse...

Fiquei surpresa e contente com a comparação rsrs gostei sim! Mas confesso que não sei se mereço o elogio pois não sou sempre doce e gentil ... afinal sou border ... e a gente sabe mudar da água pro vinho como ninguém, né? a instabilidade é a coisa mais estável que temos. Lógico que com o tratamento correto tudo fica mais constante ... mas sinceramente, as vezes, tenho medo de mim ... mais no sentido de voltar a ter crises, sabe? mil vezes estar mais estável e as coisas ficarem só na cabeça e não colocar em prática , por ansiedade, impulsividade, angústia, medo, etc ... acho que você me entende.
beijos
maria roberta

Anônimo disse...

Claro que você merece, Maria Roberta!!!
As nossas duas faces, existem sim, mas porque não podemos, simplesmente, aceitá-las como parte de nós mesmos? E pronto. O que realmente importa, é o seu lado doce e gentil. Até os não borders também possuem maus momentos de ira, tristeza, tédio, mau humor. Deixemos isso de lado. Concordo com a minha tia, continuo de vendo como a Hello Kitty. rsrsrs
Bjos,
Felipe

Anônimo disse...

Brigada Felipe.
Hoje tô meio tristinha.
Beijos
maria roberta

Anônimo disse...

Oiiiieee, Wally, tudo bem?
Estava envolvido em provas e acabei um curso de aperfeiçoamento, uma verdadeira pedreira...que bom que tem esse feriado, assim dá para descansar. E por falar nisso, adorei o novo visual do seu blog. Muito bom !!! Parabéns!!!
Bom a vida anda bem, apesar que a situação de voltar a estudar e passar por avaliações me estressou um pouco. Coisas de border, né?
Estou na luta e não é fácil ser borderline. Há algumas semanas atrás, fiquei um pouco deprimido, mas consegui superar rápido. Coisas que acontecem. Fui visitar uma casa abrigo de uma ONG de crianças vítimas de violência doméstica e aquelas crianças, naquela situação mexeu demais com as minhas emoções. Eu tenho uma amiga que é assistente social e me pediu uma ajuda para eu ser voluntário e fui lá contar histórias para as crianças. Voltei mal. Sabe, Wally, em cada criança daquela eu me vi um pouquinho, foi muito difícil. Quero me restruturar melhor e poder retornar lá. Não posso ser covarde, porque aquelas crianças gostaram muito do teatro de fantoches que eu apresentei. Consegui diversos donativos e doações para essa instituição e isso tem sido motivo de muita inspiração para eu me tornar um ser humano melhor.
Estou muito introspectivo, numa fase bastante intimista. Quero ser menos borderline e ser mais eu mesmo.
Abraços,
Felipe

Wally disse...

Felipe,
Posso imaginar mesmo, o 'choque' de emoções ao visitar a ONG. É como visitar uma parte de seu próprio passado. Não é fácil.

Mudei o template do blog, porque o outro não condizia com meu estado de espírito atual: desanimado. Não estou bem.

Esse expressa melhor o que venho sentindo.
Enfim, por isso não tenho postado muito.

Abraços e apareça mais vezes.

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