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02/08/2011

O que significa o termo Borderline?

Embora o termo borderline (a palavra significa “fronteiriço”) tenha sido cunhado em 1938 pelo psicanalista americano Adolph Stern – ele concluiu que os pacientes portadores de tal transtorno psiquiátrico estavam no limite entre a neurose e a psicose –, foi só na década de 1980 que o diagnóstico da doença se tornou mais preciso. 

Até então, muitos médicos acreditavam, equivocadamente, que a personalidade de uma pessoa era imutável.

Ao estudar imagens do cérebro e fazer testes em animais, o psiquiatra americano Robert Cloninger provou que a personalidade é a união entre o temperamento e o caráter

“O temperamento é herdado”, explica o psiquiatra Erlei Sassi, coordenador do Ambulatório dos Transtornos de Personalidade e do Impulso do Hospital das Clínicas. “Filho de Pittbull tem tudo para ser um pittbulzinho. Já o caráter é relacionado ao aprendizado, é formado pelo ambiente em que a pessoa vive”. 

De acordo com Sassi, que estuda o transtorno borderline há 15 anos, o conflito entre o temperamento e o caráter pode gerar uma personalidade problemática. É o caso, por exemplo, de uma criança extremamente perfeccionista que cresce em uma família desorganizada. O convívio levaria a uma frustração constante.

A personalidade começa a ser formada entre o fim da adolescência e o começo da idade adulta. “É nesse momento que os primeiros sintomas de um borderline costumam aparecer”, conta Sassi. 

O comportamento de uma pessoa, informa o psiquiatra, só configura um transtorno a partir do momento em que o indivíduo gera sofrimento para si e para os outros.

5 comentários:

Hamires Cristine disse...

Nossa. Eu vim ler este seu post, Wally, aí notei que o médico que falou sobre isso é o Erlei Sassi, o mesmo que deu a entrevista para o site da Veja, e fui procurar no Google.

Eu sinto vergonha das informações que se tem. Elas nos denigrem! Não estou falando do texto postado aqui, mas de outros que li. Putz! Começou a retaliação!

Pelo que estou vendo, a mídia está momentaneamente interesada em nós, e o que é dito eu ainda acho que, no caso do Border, só tem potencial pra fazer confusão!

Pra exemplificar, vou falar de mim...

Eu tenho TPB. Segundo 'eles', Borders brigam. Porque são sensíveis. Por todos esses motivos que nós já conhecemos muito bem. Bom, em mim isso não se manifesta desse jeito. E aí? Em vez de brigar com os outros, eu sempre me auto-destruí. E só. Eu já briguei, sim, mas eu sou capaz de contar nos dedos todas as vezes que eu briguei na vida, e ainda sobram dedos!!

Isso é só um exemplo.

Eu entendo que este tipo de referência é para que os leigos entendam, mas, PUTA QUE PARIU! Que ódio isso me dá!

Anônimo disse...

Oi Hamires, a fonte desse texto é a Veja tb.
Saiu tudo de uma vez na Veja, o texto e os vídeos do Erlei Sassi.
Pelo vídeo vc vê que é tudo muito novo, desde 1980 que se fala mais de borders. Acho que nem eles, médicos e psis, conseguem definir bem o que acontece com a gente.
Ainda vem a morte da Amy, que muito provavelmente era border, e a internação da Vera Fischer, que é border - duas figuras públicas - acho que a mídia está se voltando pra isso.
De um lado é ruim pois generalizam sintomas e a gente sabe que existem variações (como vc disse).
Por outro lado é bom pois abre espaço pra mais interesse e pra medicina e psicologia olhar mais pra esse transtorno e daí ter mais recursos pra nos ajudar.
É muito sofrimento, precisa mais estudo, precisa de mais recursos, vc não acha?
Beijos
maria roberta

Tay disse...

Concordo, com ambas.

Anônimo disse...

Minha filha é portadora do TPB e estou tendo dificuldade em conseguir uma consulta com o Dr. Sassi, será que alguém pode me ajudar?

Wally Osvanilda disse...

Boa tarde!

Não entendi muito bem que tipo de ajuda você está procurando.
Mas de qualquer forma, acredito que você terá que procurar um outro profissional para atender sua filha.
É importante que ela não fique sem tratamento.
Procure um psiquiatra e um psicoterapeuta.

Boa sorte!!

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