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08/08/2011

Amar um Borderline é... Atravessar um Furacão!


Da série: Comentários que Merecem Destaque
Comentário feito nessa postagem aqui.

Conseguir integrar os dois lados de um borderline é um grande desafio. 

Porque geralmente amamos apenas o melhor deles. É como se fossem duas pessoas diferentes. Esse processo de integração é como unir a luz e a sombra.

No fundo os dois são o todo. Essa é a teoria de Jung... Como a integração da nossa sombra no processo de individuação. 

Como tenho um relacionamento conturbado com um borderline, vivo "misturando" a doença dele com a minha. Isso realmente é muito desgastante, tipo neurótico mesmo!!! Angustiante. 

Talvez amar um border, por ele mesmo, seja conseguir manter-se ileso e inteiro durante a travessia entre o "bom" e o "mau", entre o melhor e o pior.

Atravessar o olho de um furacão F5 e se manter inteiro... 

É possível?

Infelizmente estou destroçada...

34 comentários:

Anônimo disse...

Meu Deus, é exatamente assim que a minha namorada diz que se sente na nossa relação. Sabe, as vezes nem sei se existe realmente esse relacionamento. Ela é minha namorada e ao mesmo tempo não é. Ela é a mulher que eu gosto, que é para valer, e pasme, as vezes eu olho para ela de tenho vontade de sair correndo, entro em pânico. Sou cruel quando ela brilha, quando olha para qualquer outra pessoa com admiração, com carinho. O sangue me sobe e eu perco a cabeça. A ira toma conta de todo o meu ser e eu faço coisas horríveis: maus-tratos, desapareço, traio, jogo charme para outras mulheres na frente dela. Ela realmente não gosta desse meu lado negro. Quando estou bem, sentindo-me eufórico, super-homem e a procuro cheio de carinhos e surpresas românticas, ela me perdoa e ficamos bem de novo. Não acredito no amor. Só sei que preciso dessa mulher para preencher o vazio da minha alma. E concordo, sim, estar comigo é atravessar o olho do furacão.

Anônimo disse...

Caramba !!! Somos exatamente isso. Faço terapia há um bom tempo e minha psicóloga trabalha com exercícios para eu aprender a me colocar no lugar do outro. Pô é muito difícil, pa desconheço o que o outro quer, deseja. Que tb tem necessidades. È eu sou o próprio cisne negro.

Anônimo disse...

Amei esse post!!!
Como border sei que os q não tem TPB só curtem o nosso lado bom. Mas até para a gente é difícil aceitar o nosso lado monstro.
Muito bom, Wally.

Anônimo disse...

Eu vivo no olho do furacão, todo o santo dia, nunca sei quem vou encontrar em casa, o que ele vai fazer para me magoar, me ofender ... e assim vivemos nesta montanha russa insana, mas ou a mais doida sou eu, mas de certo ele ainda não fez o suficiente para que seja suficiente para desistir da nossa relação.

Reflexões Borderline disse...

Anônimo, provavelmente você já se tornou co-dependente deste relacionamento.
Faça um esforço para fazer terapia.
Vai te ajudar a lidar com essa situação.

abraços

Anônimo disse...

Concordo com vc Wally, é preciso estar muito consciente do está se vivendo numa relação borderline. Os dois lados de um borderline não podem ser visto apenas como só bom ou só mau. Não há a maldade ou apenas a bondade em nós. Temos o lado negativo e o lado positivo como todos os humanos. Entretanto, somos mais intensos nesses dois lados e na nossa própria visão não conseguimos unir os dois lados. Mas para os não borders que são capazes de ver os dois lados da questão, tem mais recursos para unir. Nós borders precimos aceitar cada lado, o que é o mais difícil aprendizado para um border.Só eu sei qto isso é dificultoso...São anos de terapia para aceitar a nossa sombra e anos de terapia para aceitar que temos tb a nossa luz e valorizar isso!!! Pois é, é assim mesmo. No seu caso Wally, como vc está anos-luz na nossa frente, vc aprendeu a aceitar e canalizar a sua sombra com resignação. Simplesmente aceitando a sua sombra, porém com um diferencial, sublimando, perdoando e até a amando. O erro está em nos confrontarmos, lutarmos contra ela. Precisamos amá-la, apenas isso.
Wally, fiquei tão emocionada quando li o meu post publicado aqui!!!
Te adoro, demais!!!
Vc é maravilhosa...

Wally disse...

Emocionada estou eu com tantos elogios.
Nem sei se mereço tanto carinho assim.
Mas confesso que tenho me sentido amparada com os comentários de vocês.

Eu nunca tinha ouvido falar (que eu me lembre) sobre a luz e a sombra, como você explicou. Gostei muito, mas muito mesmo.

É... eu realmente aceitei minha sombra com resignação, mas não tinha me dado conta disso, não. Obrigada por me contar!!

Essa troca de conhecimento aqui no blog tem contribuido muito para a minha evolução.

Grande beijo e abraço ♥♥

Anônimo disse...

Esse post me deu um alento, um afago no meu coração partido. Meu nome é Tatiana e acabei de levar um fora do meu namorado que é portador do TPB. Ele faz tratamento há tempos. Mas depois dele me contar e eu aceitar, passaram alguns dias e ele do nada rompeu comigo. Estou sofrendo tanto, pq sou completamente apaixonada por ele, eu literalmente estou destroçada e em choque, só faço chorar e chorar.

Wally disse...

Olá Tatiana,

Provavelmente ele está sentindo que não te merece. É bastante comum esse sentimento de auto-desprezo.

Sinto muito pelo que você está enfrentando. Se o tempo passar e você continuar tendo dificuldades para lidar com tudo isso, não deixe de procurar um psicólogo, OK?

Não descuide de você!!
bjos

Anônimo disse...

Muito obrigada pela ajuda, estou me sentindo perdida, sem chão literalmente ele me deu o céu e me mandou direto para o inferno. Estou me sentindo perfurada e dói tanto, tanto.
Ainda tenho esperança que ele vai me ligar...mas se eu continuar deprimida vou procurar fazer terapia. Minha mãe quer que eu rompa de vez com ele. Tenho 16 anos e ela disse que é muito pesado para mim.
Tatiana

Wally disse...

Puxa Tatiana!!

Que barra!!! =/
Mas não espera muito pra procurar um psicólogo, não. Quanto antes melhor.

Ele(a) pode te ajudar a enxergar melhor a situação e como agir.
Espero que essa tempestade passe logo...

bjos

Anônimo disse...

Wally, não sou borderline, mas tenho um ficante que é. Mas estou nessa história já faz um tempão.
Quero sair e ao mesmo tempo tenho medo de perdê-lo . Meu coração vive pensando e uspirando por ele. O mais doido é que sei que esse amor só me traz infelicidade e dor. Desde que eu o conheço só fico com o resto dele. Ele é o dono da situação, está no controle de tudo. Ele me liga quando quer, só ele me procura. Não permite que eu vá atrás dele. As vezes quando ele me deseja eu aceito, outras não pq fico magoada. Mas é mais choro que felicidade. Eu "fico" quase sempre com a sombra dele que é negra!!!
Beijos,
Isabella

Wally disse...

Puxa Isabella,
Isso não é justo para com você mesma.
Você já se tornou totalmente co-dependente dessa relação.

O ideal agora é você procurar um terapeuta/psicólogo para lhe auxiliar como manejar seus sentimentos.

E sinto por ele também, porque sem dúvida alguma esse comportamento também traz sofrimento a ele.

Ele não se trata?

bjos

Anônimo disse...

Ele não se trata, mas sabe que é borderline. Até riu da situação. Acho que vc tem razão pq sou dependente dele, devo estar doente mesmo. Quando ele está bem, eu tb fico. Se ele está mal, eu só choro. Ele não tem namorada fixa, mas sai por aí sempre atrás de mulher, alguns dizem que ele é bissexual. Desculpe falar saber sobre isso, mas li que borderline tb pode ter crise de identidade sexual. Algumas vezes acho que ele tem certo interesse quando olha para outros caras, mas ele nega. Diz que não é gay. Mas essa dúvida fica sempre na minha cabeça. Se for eu respeito, mas não fica me enganando, me usando.
Vou procurar um psicólogo pq estou muito deprimida, perdida, desamparada. obrigada pelas palavras carinhosas, vc é um anjo!
Isabella

Wally disse...

Isabella, querida.
Faça isso mesmo. Procure um terapeuta/psicólogo para lhe orientar. Sozinha é complicado sair dessa co-dependência.

Não precisa se desculpar, é bem conhecido o fato de que o border tem crise de identidade, inclusive sexual. Pelo menos a maioria.

Segundo um psicanalista amigo meu, a pessoa que tem dúvida se é homossexual, não é!
Ele afirma que um homossexual NUNCA tem dúvidas a respeito de sua sexualidade.

bjos

Anônimo disse...

Obrigada Wally, de verdade estava muito angustiada, vc é um amor!!!!
Isabella

Anônimo disse...

Eu estou vivendo uma história com um borderline e parece que estou assistindo a nossa história. Valeu pelas dicas. Preciso observar os dois lados dele e se eu realmente vier a amá-lo precisarei estar consciente disso tudo.
Muitíssimo obrigada pelos conselhos, estão sendo muito importantes nessa fase. Porque nunca havia ouvido falar desse disturbio, mas como ele de início já foi sincero comigo, resolvi dar uma chance para ele, já que se encontra em tratamento.
Estou lendo todo o seu blog, parabéns pelo seu trabalho.
Diana

Anônimo disse...

Meu nome é Rafael, tenho 42 anos e sou portador de TPB. Lendo esse post me deparei com uma curiosidade sobre mim. Namorar comigo deve ser mesmo atravessar um furacão F5, o de maior intensidade, como naquele velho filme "Twister". Já me casei três vezes e todos os meus relacionamentos não deram certo. São curtos e fulminantes. Do mesmo modo que começam, logo acabam. Logo de início, eu me apaixono, fico muito romântico, faço dela o meu mundo. Em pouco tempo depois, começo a enjoar, não vejo tanta graça, começo a considerá-la chata e perde a graça. E rompo. Sempre é uma trajédia na minha vida. Todas me acusam e a maioria delas me odeiam, vingam-se, perseguem...sofro muito com isso, porque me sinto péssimo. Exceto por uma mulher que namorei há mais de três anos atrás. Ela ficou triste comigo. Mas não gostou do meu ciúme e cheia de atitude seguiu a vida dela. Hoje somos amigos. Confesso que de início não queria a amizade dela. Não conseguia ser amiga de uma ex, mas ela foi me conquistando, já sabia que eu era borderline pq é psicóloga e costuma me dar a maior força. Eu acho que não nasci para casar, mas quando me apaixono, já quero morar com a mulher e aí começa os meus problemas, por isso a minha "sombra" é bem complicada e as mulheres que passam pela minha vida ficam também destroçadas...Mas, juro, não faço por mal. Eu realmente me apaixono. Mas de repente, um gesto, um perfume errado, um comentário, qualquer coisa me faz desapaixonar isntantâneamente, do nada. Aí, fico perdido, não sei o que fazer.
Faço terapia e acabo enjoando do psicólogo. Aí procuro outro e outro e vivo assim, triste, né?
Fernando

Anônimo disse...

Também sou assim, infelizmente.
Gostaria de não ter nascido assim. Mas como eu poderia mudar essa situação? Não poderia, simples assim.
Também me apaixono com facilidade e não tenho um perfil preferido. Quando estou em crise para preencher esse buraco, essa dor vou saindo e saindo com muitas mulheres e corro risco por isso. O mue psicólogo me orienta bastante e confesso que depois da crise, geralmente não quero vê-las mais. Para essas mulheres eu devo ser um furacão "Catarina". Sinto muito por elas, mas não consigo parar quando estou na crise, pq preciso delas, preciso muito. Depois tenho vontade de fugir de vergonha e remorso.
Abraço,
Henrique

Wally disse...

Fernando e Henrique,

Sejam muito bem-vindos ao blog.
Obrigada por compartilharem um pouquinho da história de vocês conosco.

Vocês mencionaram terapia mas não comentaram nada sobre medicamentos.

Vocês estão consultando com um psiquiatra também? O tratamento medicamentoso é importantíssimo na maioria dos casos TPB. São os medicamentos que ajudam a diminuir a intensidade dos sintomas. A terapia ajuda a se conhecer, a se aceitar e superar as dificuldades. Ajuda a controlar alguns pensamentos etc.
Mas o medicamento vai ajudar a não deixar que as emoções te controle.

E além desses há outras formas alternativas que podem ajudar no tratamento.

Abraços

Wally disse...

Diana,

Seja bem-vinda sempre!
Sugiro que você leia bastante sobre o TPB para saber o que vem pela frente.
Há uma categoria aqui no blog denominada Dicas para o Cuidador.
Leia os posts lá e se tiver alguma pergunta, fique a vontade para fazê-la.

Bjos

Anônimo disse...

Ah, Wally, preciso tanto de uma palavra, de um conselho seu...
Acabei de romper o meu namoro com um borderline sem tratamento. Ficamos mais de três anos juntos, namoramos alguns meses e o restante foi encontros casuais. Infelizmente, para mim, desde então não consigo me interessar por mais ninguém, a não ser ele. Faço terapia e finalmente consegui terminar de forma digna, porque não aguentei a forma como ele me tratou no nosso último encontro. Porque ele acabou engravidando uma mulher ( que não era namorada) e acabei virando amante dele, sem eu querer. Mas graças a Deus, eu não quero um homem emprestado. É cômodo para ele sair comigo já que sou a única que ele confia que não dará "encrenca" com ele. Nossa issi é muito, tipo "uau" como eu sou importante...mas fui tratada de forma tão desmerecida, como um simples objeto...doeu muito. E olha, Wally não me falta cara interessado em namorar comigo, sou uma bela mulher, independente financeiramente, tenho recursos...Essa foi a questão: por quê?
Não sei, mesmo!!!!
Bom, fim da história e a vida continua. O mais incrível é que percebi que estava sozinha o tempo todo e não havia percebido. Sempre estive sozinha nessa relação. Agora, vou seguir em frente.
Bjos,
Suzanne

Wally disse...

Suzanne, querida...
Você fez muito bem em começar a fazer terapia.
Quando há uma co-dependência num relacionamento, as coisas começam a fugir do controle também para o cuidador.

É uma pena que ele não se trata.
Essa história poderia ter outro desfecho, se houvesse tratamento.

O meu conselho pra você é que você cuide de você, com carinho.
Disponha de tempo pra si mesma.
E dê tempo ao tempo.

Se você não está interessada em ninguém agora, curta a vida de outras formas.
É possível encontrar alegria em outras coisas sem ser num relacionamento amoroso.
Cultive amizades, pratique um hobby interessante...

E não desista da terapia.
Acredito que a terapeuta irá trabalhar sua auto-estima que deve ter sido enfraquecida nesse relacionamento e então você estará preparada para viver novos relacionamentos sem sentir o peso do passado te atormentando.

Grande abraço!!!

Anônimo disse...

Muito obrigada pelas palavras carinhosas, Wally.
Estou atravessando tempos difícieis, mesmo!!!
Até agora, eu não estava interessada em conhecer pessoas novas, mas agora estou aberta. Eu tenho dois empregos, sou voluntária para mulheres vítimas de violência, trabalho na minha paróquia, sou professora de ballet e malho muito. Levo duas horas diárias para me arrumar todo dia. Mas, lá dentro deve ter, sim, uma mulher com auto-estima baixa.
Estou em terapia há um bom tempo e a minha psicóloga, suou para me ajudar a tomar essa decisão.
Agora, é esperar essa ferida cicatrizar, porque ela está aberta, ainda.
Um beijo enorme,
te adoro muito,
sua fã,
Suzanne

Anônimo disse...

Gosto muito de ler o seu blog, estou muito interessado em conhecer tudo sobre esse distúrbio, uma vez que eu acabei de saber que sou portadora desse diagnóstico. Estou mais calma,uma vez que era obsessiva para descobrir a causa da minha instabilidade. Finalmente, fui diagnosticada: Borderline.
Eu tenho 41 anos, meu nome é Louise e sou funcionária pública.
As crises ao longo desses anos foram muito intensas e nada preenchia esse buraco e o tédio constante. Vivia sempre angustiada e despersonificada. Meu namorado fugiu porque estar ao meu lado era literalmente um furacão de intensidade 5 (Catrina, Irene...).
Estou mergulhada no seu blog, Wally, lendo tudo.
A minha alma está grata pelo seu generoso trabalho.
Grata

Wally disse...

Seja muito bem-vinda Louise.
Fique a vontade para comentar, desabafar...
Espero que o blog sirva de ajuda de alguma forma.

Um grande abraço!!!

Anônimo disse...

OIá Wally, como vai? Espero que bem, seu blog é bom mesmo.
Estive pensando sobre o que é o amor? Sabe matar ou morrer?Ser protegido ou proteger?
Então venho contar minha história, dolorosa história, bom á um ano atras eu namorava com um homem pela internet, conhece ele pela minha amiga, mas quando estavamos juntos ela ja havia se separado dele, ele e ela não tinham se conhecido, sempre achei ele chato, nunca vi nada nele, até que num estranho O_o dia eu disse para ele, te amo, então ele me ligou dizendo que nunca pensou que ouviria isso de mim e que ele gostava de mim e da minha amiga, mas ela havia terminado com ele, mas depois que começamos a teclar tudo virou sonho, recitavamos poesias um ao outro, jogavamos rpg juntos, plenejamos uma vida inteira perfeita,mas o transtorno começou a aparecer, ele entendia de psicologia, era super inteligente, mas na prática sabemos que um border é pior que na teoria, então a gente brigava por causa de minhas crises que aparecia do nada, brigamos uma vez e arrumei outro pela net, depois voltamos, brigamos, separamos e voltamos novamente, parecia tudo no eixo quando novamente brigamos, ele tentou voltar e eu não quis, ele apagou msn,orkut, ele foi procurar a si mesmo em sua religião e no que acreditava, mas havia dito que sem mim, não teria por que ter msn ou orkut, nosso amor era muito incondicional, nem parecia de homem para mulher, sinto muito por perde-lo, mas as coisas não param por ai.
Quando o fantasma dele resolveu se enterrar (um pouco), arrumei um homem para namorar pela internet também, ficamos 7 dias juntos e terminamos por motivos de trabalho dele e depois ele queria voltar, mas era apenas um teste para ver minha reação, eu não gostava dele como homem e sim como um amigo básico.
Na mesma hora me compromete com meu amigo que me adorava, haviamos namorado em relacionamento aberto mas eu o larguei para ficar com o cara acima que citei, que me testou, ja fiquei com meu amigo, ele veio me visitar,não havia gostado dele em si, mas não sei por que continuei, depois disso terminei com ele três vezes e voltei e ele o mesmo comigo, mas a quarta foi definitiva, ele ia se casar comigo, mas destrui tudo, pois pensava demais no primeiro namorado que citei neste texto, fiquei em dúvida de qual amava mais, se eram amores diferentes, o que eu podia esperar, estou a procura deste primeiro namorado preciso ao menos resolver esta situação que ficou pela metade, mas sinto muito pelo sofrimento que esta corrente que causei, tudo por uma única pessoa, sou apaixonada pelas artes, o jeito é estudar canto, escrever meus livros, ver meus filmes, que são as únicas coisas que me restaram, mas a arte é a recriação da vida e da morte, então foi muito o que me restou.

Para quem quiser amar um border, posso afirmar, que é dificil, necessario paciência, conhecimento, amor, compaixão, limites e no fundo por mais triste que seja dizer, mesmo com remédios, psicologos e pscanalistas, nenhum border vai se curar por completo, por que não existe cura e quem quiser ficar com pessoas assim, bom sinceramente estara jogando sua vida no lixo, as vezes é necessario ser realista com nós mesmos, pois nada nunca esta bom para nós, acho que não temos o direito de matar a todos e deixa-los como nós, devemos tentar andar sozinhos, pois não valorizamos nada, que as coisas evoluam, não sei acho que muitos vão discordas do que escreve sobre namorar border, mas no fundo todos sabem que é verdade.
Obrigada querida Wally.Me simpatiso muito com você, este sim é um verdadeiro
blog informativo e discutivel de pessoas cultas que sabem sobre o borderline.

Wally disse...

Obrigada Anonimo,
De fato não é fácil se relacionar com um borderline. Contudo a partir do momento que este admite o problema e se compromete com o tratamento as coisas tomam um rumo diferente e então os problemas no relacionamento não são diferentes daqueles encontrados em um relacionamento entre pessoas não-borders :)

Mas é preciso comprometimento para com o tratamento. E sim, é possível ir superando os obstáculos e controlando os sintomas.

abraços

Anônimo disse...

Gente ser bordeline é foda,perder a pessoa que
vc acha que ama,tb,vamos encontrar o amor proprio,estou nessa situação a 2 meses sei que
isso é meu e a possibilodade de cura é pequena,
para não perder mas ninguem a minha volta estou
lutando comigo mesmo,qdo uma crise começa (Pelo menos eu consigo prever)pare e pense,e isso par nos é quase impossivel,mas é oque estou fazendo,
não para reconquistar quem eu perdir e sim paera
não perder mas..

Abraços.

Marcos Motta
Cel 9790-9759
e- mail mecmotta@uol.com.br

Ps.: O pior que bordeline a gde maioria são mulheres,sou homem e hetero..

Anônimo disse...

Tenho um relacionamento com um borderline. E fui entender quem ele era quando permaneci junto dele 15 dias em sua casa. Minha vontade era de sair correndo, um dia ele estava bem...alegre aí acontecia algo no ambiente uma geladeira queimas por exemplo para ele tranferir a raiva dele para mim; adversidades não sao digeridas por ele... ate mesmo errar caminho de uma estrada acarreta um desconforto horrível. Acusava-me a todo momento de traição sempre. Eu era a a tela das projeções dele. Eu estava alí para cuidar dele. Parece uma criança crescida. QUe emburrra e depois esquece a birra. Me sentia muito mal, me sentia quebrada, pisando em ovos. Nunca sabia como ele estava. Durante o namoro ele tinha surtos de raiva qdo eu fala oi para qualquer pessoa inclusive dizia que minhas amigas tinham interesse por mim. EU tinha que ficar guardada para ele. ELe me depreciava me sentia mal e feia ao lado dele. Porque ele dizia que eu estava gordo e que meu cabelo era feio. Hoje vejo que era insegurança dele. Estando com ele eu fumava muito cigarros porque estava sempre tensao, acabei tendo uma trombose. A instabilidade dele, o meu medo de nao ter ninguem, minha dependencia afetiva não deixava eu perceber o quanto a nossa relação era baseada na necessidade e não no amor. Eu precisando ter alguem para cuidar e nao ver meus problemas e ele ser cuidado como se o mundo fosse dele . Ele tinha um certo ódio dele mesmo, no fundo se achava um nada e tinha muito medo de nao dar conta da vida sozinho. Aos 33 anos sem emprego dependendo dos pais, atualmente fazendo mestrado tenho que dedicar horas da vida nos estudos, explodia quando as coisas nao ficavam do jeito que ele queria. Eu nestes 15 dias tinha que dar conta dos oculos dele que ele perdia, fora a irritabilidade ao se frustrar e ver que o mundo nao gira em torno das suas vontades. Não aceitava o termino do namoro. Cheguei romper n vezes e voltada porque ele se desesperava, chorava, gritava ...eu estava com ele porque ele queria estar em muitos momentos me sentia usada. Sendo a lixeira para o que nao prestava nele . As pessoas para ele nao tem afeto, parece que nao tem vida propria, nao tem vontade, nao tem tristeza, tudo dele é muito mais importante do que outro. É triste...mas nao consegui permanecer com essa eterna criança. A ultima foi ele ter me chamado de nomes que denigrem a imagem de qualquer mulher mediante uma suspeita infundada de traição. E o quanto vi a instabilidade dele ao me deparar em situação a qual envolvia terceiros e ter que ´provar para ele que nao se tratava do que ele pensava realmente . Ele nao confio na minha palavra e esperou pelo amigo dizer que ele mesmo tinha entendido uma situação de forma errada , interpretando a realidade embaralhada com os proprios sentimentos e fantasias. Nao aceita tratamento, fuma maconha, as vezes cheira cocaína. Eu decidi cuidar da minha vida. Tentar depender de mim, olhar para minha vida para quem eu sou. E pensar o quao tbm doente estou para permanecer tanto tempo com uma pessoa totalmente instável que se relacionava mais com a fantasia de quem eu era ...do que comigo propriamente

Anônimo disse...

Minha namorada tem esse transtorno, mas nao aceita ajuda de jeito nenhum e orgulhosa ao extremo, oq dificulta ainda mais as coisas,queria algumas dicas de como eu poderia estar convencendo ela a eetqr fazendo terapia, e oq eu devo evitar fazer para nao desencadear um comportamento do tipo grosseiro da parte dela.

Wally Osvanilda disse...

Olá Anônimo
Essas e outras dicas você vai encontrar nesses dois links (leia tudo):

Dicas para o Cuidador
http://vidadeumaborderline.blogspot.com.br/search/label/Dicas%20para%20o%20Cuidador

Depoimentos do Cuidador
http://vidadeumaborderline.blogspot.com.br/search/label/Depoimentos%20do%20Cuidador

Abraços e boa sorte!!

Anônimo disse...

Estou dividindo esse comentário em partes, espero não estar incomodando.

Eu e meu namorado somos borders. Nosso amor é extremamente intenso, da mesma forma que é caótico, e isso está me preocupando. Eu quando sinto o vazio de existir aumentar começo a ter sintomas dissociativos, acredito que nem mesmo sou real, que o mundo é ilusão da minha mente, que estou num limbo de punição, e eu desejo desesperadamente deixar de existir. Quando eu estava nesse estado por muito tempo o amor me puxou de volta, alguém me enxergou. Ele também é border e acreditava que a vida não valia nem um pouco a pena. Nos encontramos um no outro o amor uma promessa eterna, a segurança e amor como nunca tivemos de ninguém. Eu o amo de todo o coração, mas conforme o tempo passa as coisas se complicam. Eu, quando o via como um anjo salvador na minha vida, tinha por ele total devoção e um amor totalmente puro, o amava de forma até doentia. Eu me desesperava a qualquer sinal de que ele não tivesse gostado de alguma coisa que falei e fiz. Se não estamos bem eu me odeio, perco o rumo, me machuco, desejo deixar de existir. Muitas vezes pedi desculpas sem estar errada. Achava que morreria sem ele, faria qualquer coisa pra que ele me amasse. Eu sou uma pessoa muito solitaria, não tenho com quem conversar, quem me console, me faça rir, so ele, ele é tudo o que eu tenho. Um dia eu me decepcionei a ponto de que o amor não me preenche mais por completo e volto a me sentir vazia, sozinha e ferida. Eu percebi pela natureza dele que ele não está disposto a fazer sacrificios por mim como faço por ele. Ele não está disposto a aceitar meus defeitos. Ele não agirá de forma diferente do que quer se isso for ferir o seu ego. Ele precisa não ser contrariado em nada, precisa estar sempre certo. Eu entendo que uma pessoa que sofra não consiga cuidar nem de si mesma, quanto mais dos outros, mas fico magoada de ele não tentar entender minhas necessidades também.

Anônimo disse...

Ele não pergunta se estou bem e sinto que ele não se preocupa com meu sofrimento como eu me preocupo com o dele. Eu perco noites de sono preocupada com o sofrimento dele, mas sinto que ele não faz isso por mim também, o meu sofrimento é só meu afinal. E ele não está disposto a ouvir o que tenho a dizer, ai de mim se der uma critica construtiva, ele não aceita que algo na forma dele agir possa estar errado senão ele vai se sentir mal consigo e reagir com raiva contra mim e o resto do mundo. Eu posso aceitar tudo isso e continuar o amando mas eu temo por mim mesma. Ele é uma pessoa extremamente dominante e sinto que se eu não ceder às vontades dele ele vai agir com raiva contra mim e isso vai me destruir. Eu sou uma pessoa que não suporta conflitos, sou retraida e não sei defender meus interesses. Eu temo a aniquilação, ser rejeitada para mim é um perigo, pode me tirar do eixo completamente, por isso eu me submeto as vontades alheias e me odeio de infinitamente por isso. Ele tem muito poder sobre mim, eu acabo assumindo o papel que é necessário para manter a estabilidade entre nos, dessa forma estou proibida de ser eu mesma. Isto está me sufocando, estou desaparecendo, me tornando uma sombra dele, alguém que está alí para servir, e eu não posso aceitar isso, eu não aceito menos que ele dê a vida por mim, da mesma forma que faço. Estou chegando ao meu limite, e no limite eu explodo, sinto necessidade de destruir esse meu eu detestável do momento, levo tempo para juntar os pedaços e quando me ergo eu não posso ser mais a mesma, eu preciso me tornar outra pessoa, me pergunto quem sou eu realmente. Eu não acho de forma alguma que ele seja uma pessoa má, é uma pessoa ferida em razão da vida, e contra a vida declara guerra, e isso não é nada saudável para mim. Eu sou a pessoa que dá a estabilidade e apoio que ele precisa mas esse apoio ele não vai ser capaz de me dar. Já tenho um caos destruidor dentro de mim, não posso viver em meio ao caos externo também, senão eu não vou suportar. Me sinto culpada de estar ressentida com ele mas acontece que eu também estou muito ferida, eu não posso ser cuidadora e não vou ter um cuidador. Esse medo desperta o pior de mim, estando magoada e desamparada posso não trata-lo com justiça, e eu prezo muito ser justa, eu não aceito que eu faça qualquer pessoa sofrer. Eu o amo muito, mas temo ser destruída por ele. O que devo fazer? Eu agradeceria se me dessem sugestões. Desculpe pelo comentário enorme Wally :S eu adoro seu blog, comento aqui as vezes, mas não quero dizer quem sou dessa vez.

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