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25/04/2011

História Borderline - Susan

Susan tem 28 anos. 
Ela viveu uma infância conturbada, incluindo presenciar seu pai morrer quando ela tinha 4 anos e sua mãe se casar com um homem que trouxe grande tensão dentro de casa e, eventualmente, abusou sexualmente dela. 
Desde que ela era uma criança, suas reações a eventos sempre foram muito fortes. 

Sua mãe, por fim, acabou se livrando do padrasto abusivo. 

Susan era capaz de ir bem na escola e até mesmo na faculdade, frequentou uma escola pequena, muito favorável com boa estrutura. 

No ambiente de trabalho, porém, ela teve problemas. Colegas e patrões não gostavam de seu mau humor e da facilidade com que ela perdia as estribeiras. 
Ela também foi inadequadamente sedutora algumas vezes. 

Suas maiores dificuldades ocorreram em seus relacionamentos. Bastante atraente, ela não tinha dificuldade em atrair os homens. No entanto, as relações eram tempestuosas e rapidamente se tornavam auto-destrutivas. 

Ela rapidamente tornava-se pegajosa. Ela podia ter um acesso de raiva, se seu namorado não estivesse plenamente disponível para ela.

Quando seu namorado mais recente foi visitar seus pais, ela ficou tão perturbada que encontrou um homem em um bar e passou o fim de semana com ele. 

Na primeira noite, que conhecia um homem, tinha certeza de que ele era o homem de sua vida e era  perfeito para ela.

Ela então, lançava-se no relacionamento, idealizava-o, compartilhava cada pedacinho de sua história apenas para tornar-se rapidamente desiludida com ele.

Às vezes, ela sentia que não existia e cortava os braços em episódios dissociativos. Ela não tolerava estar só. 

Sem estrutura e atividades, ela se sentia entediada, vazia e quase que desesperadamente se atirava em alguma atividade de risco.

Ela começou a faculdade de direito e desistiu, trabalhou para uma revista por um tempo e saiu, e se juntou ao Peace Corps. 

Porém, estando em uma terra distante, tendo pouco contato com sua mãe e amigos, acabou desenvolvendo pensamentos paranóicos e teve que ser trazido de volta para casa.

Às vezes ela sente raiva de sua mãe por não protegê-la. Outras vezes, ela idealiza-a por ajudá-la. 

Sua imagem de si mesma também vacila ao ver-se como uma perdedora que não pode sobreviver no mundo...

2 comentários:

Monica Oliveira disse...

Nossa parece que sou eu. Muito interessante ver que existem outras pessoas com o mesmo problema. Sempre pensei que estava só no mundo e que eu era um ET bem complicado, rssss.

Anônimo disse...

éé...é uma dor muito doida ser boderline e não saber pra que lado correr. e, quando a familia abandona então: AMIGOS, PRATO FEITO. meu coração está destruído e agora o que vou fazer sozinha?? por favor alguem diga algo não consigo parar de chorar, solidão não é para nós lembra????

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