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23/04/2011

Depoimento Borderline - Viver é um Inferno!

Sofrer com essa desordem parece um inferno. Nada menos do que isso. 

Dor, raiva, confusão, sofrimento, sem nunca saber como estarei me sentindo de um minuto para o outro.

Sofrimento porque eu machuco aqueles a quem amo. Sentindo que ninguém me entende. Analisando tudo.

Nada me dá alegria. De vez em quando eu fico 'muito feliz' e então fico ansioso por causa disso. Viro-me então para o álcool. Então eu me machuco fisicamente. Então me sinto culpado por causa disso. Vergonha. 

Querendo morrer sem poder me matar porque eu sentiria muita culpa por machucar os que me amam.

Então fico cheio de raiva e por causa disso eu me corto para poder me livrar desses sentimentos. Estresse!

3 comentários:

Anônimo disse...

Wally, há muto tempo que navego pelo seu blog. Mas só hoje estou com coragem para expor a minha intimidade e dividir com você a minha triste história.
Sou co-dependente de uma relação há cinco anos com um borderline que se recusa em se tratar. Faço terapia há três anos e talvez só agora estou realmente determinada em terminar definitivamente com esse romance que só me dá tristeza...minhas lágrimas estãop rolando pela minha face.
Tenho 35 anos e sou considerada como uma mulher bonita, interessante e inteligente. Mas fico nessa história triste de tento desrespeito. Mas não vivo numa montanha russa, como a maioria dos cuidadores. Faço um jogo inverso e o deixo inseguro. Ele nem imagina que eu o amo ( doente) e estou nessa e não namoro ninguém e a vida dele segue.
Já faz dois meses que eu rompi com ele e sou neurótica, ansiosa. Porém, dessa vez fui tão humilhada em maltratada que acabou tudo!!!
Ainda, suspeito que ele seja homossexual. Assisti o filme do Salvador Dali e tive certeza que ele tem tendência homo. A minha vida tem que seguir. Que bom que a tristeza tem hora para acabar. Quero ser feliz de novo.
grata,
Carol

Psicóloga Maluquinha disse...

Wally, peço sua permissão para escrever algo para a Carol. Sei que você tem muito mais experiência nesses casos, mas acredito que minhas palavras possam ser úteis também...
Creio que a ajuda à pessoa em sofrimento psicológico deva ser mesmo muito delicada. O amor não tem limites... As pessoas têm. Quando vc permite que ele lhe desrespeite, vc não está colocando limites à doença dele... e está se machucando também. As vezes o se afastar é o mais pedagógico. Assim ele pode reconhecer que exedeu e quem sabe reconheça que precise de tratamento. Conforme você reconheceu, vocês criaram uma relação de co-dependência e romper os laços, mesmo que os de dor, é difícil para ambas as partes. O importante agora é você fortalecer o seu Self, o seu eu mais verdadeiro, e se reconhecer na sua individualidade. Separar o que é seu e o que é dele. Vocês tiveram ou ainda têm uma história juntos, preserve o amor. E se você ainda quiser ajudá-lo à distância, faça uma oração por ele. Não há oração que fique sem resposta e pode dar a ele a serenidade para procurar ajuda especializada.
Tenha fé que as coisas vão melhorar!
Fique com Deus, Carol!
Obrigada, Wally!
Beijos,
Psicóloga Maluquinha

Wally disse...

Fique a vontade Psicóloga Maluquinha, que o espaço é seu :)

bjos à vcs duas!!

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