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27/04/2011

Depoimentos Borderline - Manipulação

As pessoas com TPB tem diversos graus de consciência de que seu comportamento pode ser percebido como manipulativo:

J. Mahari - Meus dias e pensamentos não são consumidos por planos de como apertar qual botão em quem. Minhas ações são relativas à sobrevivência e preservar minha identidade; eles não são algum esportista ativamente pré-planejado.

Petrova - Geralmente eu percebo minhas motivações só depois que o incidente já acabou. Uma vez, eu fiquei tão descontrolada por meu marido estar me ignorando no natal que, bem na frente dele, eu comecei a destruir todos os presentes que ele tinha me dado. Meu marido me parou no momento em que eu estava prestes a rasgar em pedaços o presente que eu mais amava: 
um livro de poesias de amor. 
Quando eu vi o livro, isso clareou em mim que eu nunca o teria arruinado. Eu estava mais interessada em ver meu marido tentando me parar. Se eu estivesse vivendo sozinha, todo aquele episódio nunca teria acontecido. Então porque eu fiz isso? A resposta era feia e cruel, vergonhosa e repulsiva. Manipulação. Eu me senti profundamente envergonhada.

Laurey - Enquanto outros manipulativos se sentem fortes, eu me sinto fraca. Às vezes eu me magôo dolorosamente pelas coisas que as pessoas me fazem, real ou imaginária, ou eu estou me sentindo tão desesperadamente abandonada que eu me retiro e faço beiço e ando silenciosa. Até o ponto em que as pessoas ficam de saco cheio e fartas dessa bosta e vão embora e então eu fico abandonada com nada e tudo acaba de novo.
(fonte: trecho extraído do livro Stop Walking on Eggshells)

4 comentários:

Anônimo disse...

"...e tudo acaba de novo" e de novo e de novo ... e como acaba ... tantas vezes que nem me lembro mais ...
Beijos
Maria

Tay disse...

Eu sempre faço isso.

'Laurey - Enquanto outros manipulativos se sentem fortes, eu me sinto fraca. Às vezes eu me magôo dolorosamente pelas coisas que as pessoas me fazem, real ou imaginária, ou eu estou me sentindo tão desesperadamente abandonada que eu me retiro e faço beiço e ando silenciosa. Até o ponto em que as pessoas ficam de saco cheio e fartas dessa bosta e vão embora e então eu fico abandonada com nada e tudo acaba de novo.'

Daniê Kitsch disse...

Já passei por uma situação, meio parecida com a do segundo caso.
A grande diferença é que estava espancando o meu (ex)namorado, pois ele havia me traído(a uns 4 meses antes desse acontecimento).
Só me dei conta do estado que ele estava, quando percebi um vidro de perfume na minha mão, ele de joelhos na minha frente, com a boca e nariz sangrando, lágrimas nos olhos e implorando pra que eu parasse com aquilo.
Sei que ele errou, mas não vou explicar a história toda. Só sei que, por pior que fosse a situação, ele estava tentando reconquistar a minha confiança (algo que eu me dei conta depois de meses após o término do namoro). Me senti um monstro na ocasião e desabei no choro.

Wally disse...

Daniê, mas ficar fora de si ao descobrir uma traição ainda faz um pouco de sentido a meu ver.
Não sei, pelo menos me parece um pouco razoável ter uma reação meio violenta diante de uma descoberta dessas.
Talvez não justifique, mas explica.
bjos

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