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14/05/2011

Abandono...


Já não me aceitam mais...
Já não me podem perdoar
É como se eu 
exalasse um odor forte
Ninguém me quer
nem mesmo a morte.

Me abandonaram...
deram-me as costas
O ar
cheira a solidão
E o vento
traz o ódio que
em cada um
jaz no coração

Me abandonaram...
Me largaram à escuridão
Me expulsaram,
não há perdão.

Me repelem
como à um inseto
capaz de causar-lhes mal
Não notam no espelho
as moscas que são, apesar!...

E sem saber
ferem-se a si próprios
com o inseticida
que usam
para me afastar...

10 comentários:

Nathan Rodrigues disse...

há quanto tempo né? também estou com saudades... essa semana foi conturbada, tive congresso na faculdade... mas nos falaremos sempre

Simplesmente Josi... disse...

Muito bom!

Anônimo disse...

Nossa gostei muito do poema.
Sabe, eu cheguei aqui procurando por transtorno borderline. O blog é bem estruturado e ajuda muitas pessoas.
Eu não posso afirmar que sou border, afinal de contas, isso é uma coisa séria e eu nunca fui diagnosticada como tal. Em verdade, nunca fui diagnosticada, embora, eu tenha que admitir, que ao ler pela primeira vez sobre transtorno borderline, por um acaso qualquer, pense: "Meu Deus, parece que estão me descrevendo".
O natural seria eu procurar ajuda, obviamente.
Mas eu tenho medo. Não sei exatamente de que eu tenho medo, mas eu tenho. Muito medo.
Quer dizer, e depois que falaram "Ah, você é borderline!" o que eu vou fazer?
Eu não sei como reagiria e eu tenho muito medo. É óbvio que eu não gosto da situação atual, mas eu sou imprevisível até para mim mesma e não sei como reagiria nessa situação.

Bom, vou parar de me lamentar agora e apenas irei parabenizar pelo trabalho no blog que, certamente, tem ajudado muitas pessoas.

E se ainda tiver um espacinho, vou colocar um poema que eu fiz um dia aí (que eu não faço a mínima idéia de qual foi :p)

Vazio

Úmido, frio, impetuoso
Invade-me, tortura-me
Mata-me

Em noites calmas, frias. Em dias agitados, quentes
Ele chega
Agarra-me

Impiedosamente arranca-me, rapta-me, faz-me prisioneira
Sufoca-me, cala-me, corta-me
Ah, como pode...

Esse vazio que ocupa tanto espaço
Esse vazio que ocupa todo o espaço
Ironicamente sorri, tortura-me

O nada é tudo o que eu tenho
Um corpo sem alma, sem sombra, sem reflexo
Ah, como pode...

Por que choras, pequena garota? Tristeza, medo, cólera?
Não, não
É apenas o vazio

(Bia)

Reflexões Borderline disse...

Bia, é normal ter medo, mas não precisa!
Os médicos estão acostumados a todos os tipos de transtornos e doenças.
O que vale é conseguir levar a vida de forma razoável. E para isso é preciso se tratar.
Faça um esforço.
Se não quiser não precisa espalhar para os quatro cantos que você vai procurar ajuda.
O importante é você se sentir bem consigo mesma.

Obrigada pelo elogio ao blog.
Fiquei muito feliz!!

E sobre sua poesia, esse vazio é típico do borderline. É uma dor de matar...

Anônimo disse...

Ahh eu sabia que vc iria responder ao comentário, sua linda. *-*
Fique ciente de que já ganhou uma nova leitora.
Essa sua vontade de ajudar e a preocupação de falar com a gente é tão linda. E vc sabe o quanto isso faz bem, sabe?
Faz questão de "falar" com todos e não deixar ninguém de lado.

Bom, eu ainda estou com muuito medo rs
Mas vou ver se crio coragem e dou uma idinha ao psicólogo. Só uma pergunta, você é de onde?

Beijos, Bia ♥

Reflexões Borderline disse...

Obrigada Bia ♥
Me faz muito bem tentar ajudar :)

Eu sou do interior de SP.
Uma cidade chamada Rio Claro.
Fica há uma hora de Campinas.
E vc?

bjos e bom fds

Reflexões Borderline disse...

Posso publicar seu poema aqui no blog? :)

Aprendendo a ser Border disse...

(Acabei de escrever.. então resolvi compartilhar.

A mente que mente
Tudo tem dois lados, porem se existir tres ou mais lados.. a vida o que é a vida, para que vivemos, existe mesmo essa historia de missão, de destino... O acaso???????????

Sabe é difícil tentar compreender tantos mistérios na nossa vida, na nossa mente; as vezes olho para o meu cachorro e queria saber o que passa na mente dele, quais sao seus medos, se os sente como eu.

È complicado estar sempre no desconhecido, é estranho nao se conhecer, nao se entender.. nao ter um ponto exato.. è tudo muito do muito..
Muito amor muita raiva, muito gasto, muita conta, muita comida, muita culpa.

a vida nos engana; as pessoas nos enganam ou nós mesmos que nos enganamos??????
Sempre terei duvidas, sempre terei certeza..
De que eu nao sou uma só. nao tenho uma personalidade, nao tenho uma escolha.. nao gosto do numero 1...

e quando quando vou saber... porque me preocupo tanto em querer entender... se nem eu me entendo..
Como é o mundo?? como sao os sentimentos??
Porque amo tanto, porque odeio tanto..
porque me afasto? porque culpo os outros por isso??

Ah mente confusa, a mente que mente.

Anônimo disse...

Desculpa o atraso da resposta D:
Respondendo à primeira pergunta, eu sou do Rio de Janeiro, capital.
E à segunda... Seria ma honra, estou sem palavras :x

Bom, e, só pra constar, irei ao psicólogo essa sexta. Depois de eu ter surtado pra valer resolvi que essa seria a melhor opção.
Só estou com medo pq eu não sei se terei coragem de compartilhar o mais profundo com um estranho...
Mas enfim.

Beijos enormes e PARABÉNS pelo grande trabalho no blog ☺

(Bia)

Reflexões Borderline disse...

Obrigada Bia.

Eu também me atrasei porque fiquei sem meu PC por uma semana e ainda estou me atualizando aqui no mundo virtual :)

Vou publicar sua poesia nesse fim de semana.

Bjos

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