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10/03/2013

Identificando a Depressão


Para afirmarmos que o paciente está deprimido temos que afirmar que ele sente-se triste a maior parte do dia quase todos os dias.

Não tem tanto prazer ou interesse pelas atividades que apreciava, não consegue ficar parado e pelo contrário movimenta-se mais lentamente que o habitual. 

Passa a ter sentimentos inapropriados de desesperança desprezando-se como pessoa e até mesmo se culpando pela doença ou pelo problema dos outros, sentindo- um peso morto na família. 

Com isso, apesar de ser uma doença potencialmente fatal, surgem pensamentos de suicídio.

Esse quadro deve durar pelo menos duas semanas para que possamos dizer que o paciente está deprimido.

Diferentes tipo de depressão

Basicamente existem as depressões monopolares (este não é um termo usado oficialmente) e a depressão bipolar (este termo é oficial). 

O transtorno afetivo bipolar se caracteriza pela alternância de fases deprimidas com maníacas, de exaltação, alegria ou irritação do humor.

A depressão monopolar só tem fases depressivas

Depressão - Sintomas

Os sintomas da depressão são muito variados, indo desde as sensações de tristeza, passando pelos pensamentos negativos até as alterações da sensação corporal como dores e enjôos. 

Contudo para se fazer o diagnóstico é necessário um grupo de sintomas centrais:

-Perda de energia ou interesse
-Humor deprimido
-Dificuldade de concentração
-Alterações do apetite e do sono
-Lentificação das atividades físicas e mentais
-Sentimento de pesar ou fracasso

Outros sintomas que podem vir associados aos sintomas centrais são:

-Pessimismo
-Dificuldade de tomar decisões
-Dificuldade para começar a fazer suas tarefas
-Irritabilidade ou impaciência
-Inquietação
-Achar que não vale a pena viver; desejo de morrer
-Chorar à-toa
-Dificuldade para chorar
-Sensação de que nunca vai melhorar, desesperança...
-Dificuldade de terminar as coisas que começou
-Sentimento de pena de si mesmo
-Persistência de pensamentos negativos
-Queixas freqüentes
-Sentimentos de culpa injustificáveis
-Boca ressecada, constipação, perda de peso e apetite, insônia, perda do desejo sexual

Os sintomas corporais mais comuns são sensação de desconforto no batimento cardíaco, constipação, dores de cabeça, dificuldades digestivas.

Períodos de melhoria e piora são comuns, o que cria a falsa impressão de que se está melhorando sozinho quando durante alguns dias o paciente sente-se bem. 

Geralmente tudo se passa gradualmente, não necessariamente com todos os sintomas simultâneos, aliás, é difícil ver todos os sintomas juntos. 

Até que se faça o diagnóstico praticamente todas as pessoas possuem explicações para o que está acontecendo com elas, julgando sempre ser um problema passageiro.

09/03/2013

Antidepressivos sem Terapia não têm Efeito


Os médicos precisam reconsiderar a forma como estão prescrevendo antidepressivos.

Os estudos mais recentes vêm mostrando que os antidepressivos restauram a capacidade de determinadas áreas do cérebro a fim de contornar rotas neurais cujo funcionamento não está normal.

Mas essa mudança no "hardware" do cérebro só trará benefícios se houver uma mudança no "software" - na mente do paciente - algo que não é suprido pelos antidepressivos, só podendo ser alcançado mediante a prática, psicoterapia ou terapias de reabilitação.

O alerta contundente está sendo feito pelo renomado neurocientista Eero Castrén, da Universidade de Helsinque (Finlândia).

Plasticidade cerebral

Trata-se de uma posição surpreendentemente franca, principalmente vinda de um neurocientista respeitado mundialmente.

Afinal, milhões de pessoas em todo o mundo tomam antidepressivos seguindo receitas de seus médicos, e as empresas farmacêuticas têm faturado bilhões de dólares vendendo essas drogas.

Será então que um sistema tão amplamente aceito poderia estar totalmente errado?

É exatamente isso que mostram estudos recentes na área.

Pesquisas em modelos animais demonstram que os antidepressivos não são uma cura por si sós.

Em vez disso, o seu papel é o de restaurar a plasticidade no cérebro adulto.

Os antidepressivos reabrem uma janela da plasticidade cerebral, que permite a formação e a adaptação de conexões cerebrais através de atividades específicas e observações do próprio paciente, de forma semelhante a uma criança cujo cérebro se desenvolve em resposta a estímulos ambientais.

Reconectando as ligações do cérebro

Quando a plasticidade cerebral é reaberta, problemas causados por "falsas conexões" no cérebro podem ser tratadas - por exemplo, fobias, ansiedade, depressão etc.

A equipe do Dr. Castrén mostrou que os antidepressivos sozinhos não surtem efeitos para esses problemas, enquanto a psicoterapia sozinha obtém resultados de curta duração. Quando antidepressivos e psicoterapia são combinados, por outro lado, obtém-se resultados de longa duração.

"Simplesmente tomar antidepressivos não é o bastante. Nós precisamos também mostrar ao cérebro quais são as conexões desejadas," disse o pesquisador.

A necessidade de terapia e tratamento medicamentoso também pode explicar porque os antidepressivos às vezes não têm efeito. Se o ambiente e a situação do paciente permanecerem inalterados, a droga não tem capacidade para induzir mudanças no cérebro, e o paciente não se sente melhor.

O estudo de Castrén chamou a atenção das autoridades de saúde europeias, que lhe deram um financiamento de €2,5 milhões para detalhar suas descobertas.

08/03/2013

Sybil - Um Filme sobre Personalidade Múltipla


Sybil Dorset é uma jovem mulher que desenvolveu várias personalidades, como mecanismo de defesa para os abusos que sofreu nas mãos da sua mãe. 

Sybil criou personalidades bem distintas. 

Sua história é o mais famoso caso de personalidade múltipla já registrado.

Uma psicanalista diagnostica a condição de Sybil e tenta ajudá-la, apesar de saber que está lidando com um caso único.

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