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Mostrando postagens com marcador Depoimentos do Cuidador. Mostrar todas as postagens
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14/03/2012

Quando um border desiste de lutar...

Da série: Comentários que Merecem Destaque
Comentário feito nessa postagem aqui.

Espero de coração que consigam tratamento para esse transtorno. 

Mas vou contar minha experiencia com meu filho.
 
Apos três tentativas de suicidio em seis anos, ele faleceu aos vinte e nove anos, menos de um mes atrás vitima de suicidio por enforcamento.

Tentei de tudo. Psiquiatras, psicoterapias, centenas de remédios e nada resolveu.

Ele sempre me disse que não queria se curar. Que queria morrer.

Durante todas as tentativas, falhas internações, UTIs, lagrimas e dor, deixei muito claro o quanto o amava e meus braços estavam sempre abertos a ele.

O que me resta e faz levantar a cada dia é saber que ele sabia que eu o amava incondicionalmente, apoiava.

Ele me pediu que viva, que tome meus remédios, faça ginastica, me alimente... e é o que estou fazendo. Apenas esperando o momento de nos encontrarmos novamente.

Entao este é o meu conselho, de quem viveu na pele por anos o sofrimento de ver o sofrimento de meu filho:

Deixe sempre claro que o ama muito e que nunca o abandonará aconteça o que acontecer...

29/01/2012

Depoimento - Quero meu Amor de Volta

Conheci meu namorado no facebook do meu professor. Ele me viu, se apaixonou e pediu para add.

Nos conhecemos há dois meses, mas parece que ele está na minha vida há anos pois aconteceu muita coisa nesse pequeno espaço de tempo. Vou tentar resumir...

Depois que nos conhecemos pelo facebook, nos encontramos duas vezes, muito rapidamente e por acaso no cursinho preparatório para concursos. Ele me emprestou um livro de Pe. Fábio de Melo (Tempo de Espera) e disse que ao ler os trechos grifados eu o conheceria melhor (Há momentos em que a alma grita por silêncio). 

Disse também que haveria dias em que ele iria se trancar no quarto e chorar, eu ia bater à porta e ele não iria abrir. Depois ele iria me abraçar e dizer que me amava.

Ele me aparentou ser um homem muito educado, bem criado, tímido, inteligente (fez doutorado, fala várias línguas), no entanto ele apresentava alguns comportamentos que me assustavam! 

Ele leu todo meu facebook, deixou 99 atualizações de uma vez, queria me enviar flores antes da minha viagem, pediu pra namorar comigo antes mesmo da gente ficar! 

Leu minha monografia, corrigiu, pesquisou. Eu disse que quando eu voltasse da viagem, nós iríamos sair. Durante a minha viagem ele enviava sms o tempo inteiro! Se eu demorasse a responder ele dizia:

“Já esqueceu de mim?”, “Me dê atenção”. Apesar dos exageros, eu me encantei por ele. Ainda durante a viagem ele enviou um sms me pedindo em namoro, disse que me AMAVA (me conhecia há alguns dias e nunca tinha sequer me beijado) queria casar e ter filhos comigo.

Quando voltei para nossa cidade, saímos e começamos a namorar. Ele como sempre, muito romântico, apaixonado e exagerado! Flores, chocolates e declarações. 

Depois de uma semana de namoro, em uma conversa no MSN durante a madrugada ele começou a surtar! A maneira que ele escrevia era diferente...

Disse que sofria de depressão, que errou em não ter contado antes mas que tinha medo de me perder. Pediu para que eu saísse da vida dele. Que aos 11 anos recebeu a primeira ameaça de morte por telefone e que até hoje sofria perseguição e ele não poderia me proteger (não sei até que ponto é imaginação dele). Depois voltamos como se nada tivesse acontecido! Disse que foi um “teste”, que me amava e precisava de mim

Pouco tempo depois ele acabou novamente pelo simples fato de eu ter feito um comentário no facebook da irmã dele dizendo: “ah, o meu amor nem quer me ver hoje! Acho que ele vai aprontar alguma e vai pra micareta sem mim”.

Ele tomou aquilo como um insulto, disse que sequer gostava desse tipo de festa e que eu duvidava do amor dele! Que o chamei de mentiroso publicamente! Corri atrás dele, expliquei a situação e reatamos.

Dias depois, quando saí da prova da OAB que liguei meu celular, recebi sms de fim de namoro dizendo: É melhor a gente terminar! A qlq momento eu posso voltar para Madrid (onde ele estudava) ou para Santos (onde tinha proposta de emprego).

Depois de passar dois dias correndo atrás dele, voltamos como se nada tivesse acontecido e ele disse que foi mais um “teste”. Sempre que ele terminava era assim, por impulso, não atendia minhas ligações e me excluía do facebook (e todas as pessoas relacionadas a mim). 

Eu ficava de mãos atadas! A irmã dele postou o seguinte comentário no facebook dele: “Qnd vc encontra sua bússola para te levar para o norte, vc insiste em ir pro sul! Deixe de ser bipolar...tal tal tal”. Eu curti esse comentário e por isso, mais uma vez, ele terminou o namoro. Depois voltamos...

Sempre que eu saía com meus amigos eu o convidava, mas ele nunca queria ir! Deixava eu ir mas depois cobrava: “Quando eu vejo vc se divertindo com seus amigos eu não me vejo nesse contexto”. Poxa vida, qual o problema em ir pra um sítio? Confraternização de Natal? Era um ciúme exagerado! Tudo nele era muito exagerado!

Nos tempos de paz era tudo uma maravilha! Mil declarações! No Natal ele me presenteou com um anel de família. Estávamos mais próximos e tudo estava em harmonia. Eu adorava a família e todos torciam pelo namoro.

Véspera de réveillon, mais uma vez, ele terminou comigo. Outro dia eu tinha feito um comentário de que um amigo praticava exercícios físicos com o nitendo wii. Quando ele fuçou o facebook do meu ex, viu um comentário dele dizendo que também se exercitava assim e ele julgou que eu houvesse mentido! Que na verdade o “amigo” a que me referi era meu ex. Foi a maior confusão!

Faltavam poucas horas para o réveillon e depois de eu muito insistir ele aceitou passarmos o réveillon como “amigos”, mas acabamos voltando na mesma noite.

Primeira semana do ano ele acabou mais uma vez pq eu fiz uma brincadeira dizendo que o ator do filme era bonito. Ele disse que meu comentário demonstrava profunda falta de respeito e consideração. Gente, foi uma brincadeira sem maldade!

No dia seguinte enviei flores pedindo desculpas e voltamos. Segunda semana do ano acabamos e dessa vez foi definitivo. Qual o motivo? Nem eu sei ao certo! Antes de dormir trocamos mensagens de carinho e juras de amor eterno, entrei no MSN rapidinho pq ele pediu, daí falou um assunto e outro, mostrou vídeos de construção da nossa futura casa (isso com um mês e meio de namoro), disse que havia sonhado com noivado e casamento em iminência... e do nada surtou e disse que queria terminar!

Queria ficar solteiro! Amanhecemos o dia discutindo! No dia seguinte ele veio aqui em casa (depois de eu muito insistir), devolvi o anel, choramos juntos, insisti para voltar, mas ele apesar de muito carinhoso, disse que não tinha volta.

Enfim... Sempre que acabávamos, ele dizia que não haveria volta, no entanto acabávamos voltando! Ele dizia que estava “testando o meu amor”

Depois disso tudo, comecei a analisar e vi que não era só depressão. Pesquisei e constatei, com a ajuda de uma psiquiatra, que ele apresentava traços de TPB. Foi então que tudo fez sentido! Ele sempre tinha muito medo de me perder, no entanto era o primeiro a me abandonar! Dizia que temia que eu encontrasse alguém mais bonito e mais inteligente que ele! 

Tinha baixa auto-estima, nunca tirou a camisa na minha frente pq se achava gordo (e não é! Ele é todo lindo!), ele tinha pensamentos extremistas 8 ou 80, era dramático e fazia tempstade em copo d’água. Dizia que era muito amor para tão pouco tempo e isso o assustava! Quando voltávamos ele dizia:

“Engraçado, você não desistiu do nosso amor. Será que eu mereço isso? Como pode vc me amar tanto? Nem eu me amo tanto assim. Vc não cansa nunca de mim? Até eu canso de mim. Pq vc me ama? Eu sou imperfeito”. 

Depois que eu “formei o quebra-cabeça” enviei emails pra ele, sempre com muito amor e selecionando muito bem cada palavra, e falei da minha suspeita. Falei com a mãe dele, disse que ele precisava voltar ao tratamento da depressão. Já para a irmã, comentei sobre minha suspeitas quanto ao TPB.

Ela que sempre foi muito comunicativa e zelosa com o nosso namoro, dessa vez ficou evasiva, fugindo do assunto. Não sei mais o que fazer! Eu o amo muito! Quero ajudá-lo! Amar é querer estar junto apesar de tudo! Não sei mais o que fazer para me aproximar dele! O que vcs fariam em meu lugar?

Eu o amo muito, muito, muito! Ele tem um coração puro, admiro tudo nele! Somos felizes quando estamos juntos. Eu quero o meu amor de volta!!!!! :(
Lilí.

22/09/2011

Depoimento de uma Cuidadora

Da série: Comentários que Merecem Destaque
Comentário feito nessa postagem aqui.

Eu sou cuidadora de um borderline que se recusa a fazer tratamento e essas palavras me deram um insight que fizeram toda a diferença pq vc é border e entende de border.

Sou angustiada por natureza e um pouco paranóide, mas faço terapia regularmente. Sou apaixonada por um border "encrenca" e a minha vida gira em função dele

Rompi com esse meu rolo faz três dias. E fiz de tudo para que ele procurasse um tratamento e nada. Foi muito difícil, deixá-lo, pq cuido realmente dele. 

Mas não quero ser mais babá, nem ser tratada como um objeto descartável. Então vc disse tudo e essas palavras foram para o meu coração.

Estou sempre no seu blog e me tornei "doutora" em TPB. Mas, infelizmente, eu parei aqui.
Gostaria muito de agradecer pelo seu trabalho, pq é meu companheiro há muito tempo. Todos os dias eu mergulhava por aqui, enriquecendo a minha vida.

Essa história é belíssima, mas a vida é assim. Com certeza deve haver alguém especial que estará esperando por mim.

Eu pude aprender que o meu namorado Frederico, não é um cara mau, é apenas sintoma do seu ego fragilizado

E todas as traições, maus-tratos, instabilidade, rompimentos, contradições, perdas de memória e até impotência foram decorrentes do medo e do abandono. Assisti a muitas crises e fiquei sempre ao lado dele, muito sensibilizada.

Vc, Wally, é uma pessoa maravilhosa de uma generosidade que nunca vi antes. Eu amo as suas palavras de afeto e consolo e muitas vezes, sem nem me conhecer e saber da minha existência me carregou no seu colo e afagou meus cabelos e enxugou minhas lágrimas.

Muito obrigada por tudo. Obrigada por existir.
grata,
Martha

16/09/2011

Depoimento: Como Eu vejo minha Borderline

Os sintomas TPB são um vidro gélido e frio que se interpõe entre eu e a mulher que eu amo (amo como estado e amo como opção).

É o dialogo, a compreensão (não de palavrinhas, mas de ação) que fazem este vidro diluir no espaço: 

Não te vejo mais como um robô ridículo programado pela dinâmica borderline. O vidro entre nós desaparece por momentos: te vejo voce mesma como pessoa única e fascinante!!

Os sintomas TPB te encaixam num padrão previsível, te fazem coisa; o diálogo e o prazer desafiador de eu te ver além dos sintomas te fazem única e criativa.

Obrigado pelo desafio: o legado deste sofrimento todo foi me dar oportunidades de desenvolver novas competências humanas E PROFISSIONAIS (!!!): empatia e senso de propósito.

Com isso sou mais profissional. 
Com isso sou mais pai.

15/09/2011

Depoimento - Como Conviver com o Border?

A dica vem de um cuidador.
Pedi a autorização e copiei o comentário dele de uma comunidade no Orkut:

Meus caros

Como conviver em paz com uma borderline? Qual é o nosso papel para não piorarmos a vida dela?

O que funciona pra vocês?

Meu relato: Quando os sintomas borderline de minha esposa estavam muito acentuados, meu desempenho profissional ficou comprometido. Eu via meus colegas de trabalho gerando resultados e eu, nada. Isso dói na autoestima. Será que sou medíocre?

Perdi dezenas de milhares de reais, a vida dela estava em sério risco, a minha vida foi ameaçada 2 vezes e tive que assumir o papel de mãe para proteger nosso filho pequeno.

Comparar-me com os colegas no Brasil, me deprimia. Então passei a me comparar com indivíduos sequestrados, indivíduos que convivem com homens bomba no Oriente Médio: estas eram as realidades mais similares às minhas.

Depois de passarmos por muitos psiquiatras e psicólogos, minha esposa se recusa a fazer terapia e a tomar remédio. O que fazer? Tirar os direitos civis dela? Quando os profissionais de saúde não dão conta, o apoio vem de advogado...

Mas gosto demais ela, sinto que ela não tem culpa de ter este transtorno. Como ela não quer tomar ação, só me restou eu me mudar: Comecei a aplicar os treinamentos da Prof. Marsha Linehan em mim mesmo.

Estes treinamentos são muito eficazes nos EUA para o border gerar competências para conseguir superar seus sintomas. É a Terapia Comportamental Dialética em 4 blocos: controle das emoções, tolerância ao estresse, resolução de conflitos e "estar desperto".

Quando o comportamento dela é inadequado, eu ficava bravo mais do que o proporcional: era a minha frustração de ter perdido rios de dinheiro há um ano. 

Com os treinamentos da Prof. Linehan para controle de emoção, aos poucos, vou conseguindo maior controle sobre as minhas reações emocionais para que o “amplificador emocional” dela não tenha matéria-prima para deflagrar crises.

A poeira baixou nos últimos 10 meses.

24/08/2011

Depoimento - Cuidadora Amiga

Da série: Comentários que Merecem Destaque
Comentário feito nessa postagem aqui.

Eu amo enlouquecidamente um homem de 42 anos, diagnosticado borderline, mas que se recusa a fazer tratamento. 

Já estamos juntos há mais de três anos. Namoramos oficialmente um mês e do nada rompeu comigo de forma brutal e inesperada.

E foi dentro do nosso ambiente de trabalho e nada pude fazer, chorei muito por rejeição e humilhação. Foi como se mundo se abrisse em uma fenda aos meus pés.

Depois ele acabou me procurando como se nada houvesse ocorrido. Segurei a onda e fingi que eu estava ótima e havia encarado numa boa nosso rompimento. 

A dor foi profunda porque ele me fez acreditar que eu era uma mulher perfeita e incrível. E me deixou perdidamente apaixonada por ele.

Depois disso, evitei falar com ele por oito meses. A acabei por perdoá-lo. Ele teve várias atitudes que me conduziram a isso. Nesse interim ele se relacionou sério com outra garota, mas sempre tentava se aproximar de mim.

Quando o procurei para perdoá-lo, porque aquele rancor estava me fazendo muito mal, ele havia rompido o namoro e acabamos ficando e ficando. Mas ele não quis mais compromisso sério comigo. 

É muito possessivo e ciumento. Mas fico e não fico e percebi, porque estou em terapia, que esse relacionamento só me faz mal. 

Esse blog tem me socorrido porque pude entender que  border não tem atitudes por maldade e nem ele estava me usando

Percebi que ele realmente estava acreditando que me amava. Mas algo nas minhas atitudes o decepcionou porque eu não sou perfeita. E como para o borderline é só amor ou ódio, perfeição ou imperfeição. Nunca poderia estar a altura dessa exigência. 

Esse processo foi muito dolorido, de rejeição, e fiz várias sessões de terapia para eu me sentir responsabilizada pelas minhas atitudes para com ele. 

E saber resistir a essa paixão instável porque não é o que eu procuro na minha vida nessa fase.

Os borders e os não borders podem se relacionar, sim! Mas é preciso fazer escolhas na vida. O que eu quero e espero de uma relação? o que eu suporto, o que eu aguento? Como eu vou caminhar com esse homem...

São esses questionamentos que me fizeram crescer nessa relação. Agora estou me posicionando que quero muito continuar sendo amiga dele. 

O meu amor está se transformando, quero participar da vida dele em uma outra posição, muito querida: uma amiga verdadeira. 

Tenho e posso dar muito amor para ele, mas um amor diferente, querido e amigo.

Um grande beijo a você, querida Wally,
Luciana

22/08/2011

Depoimento - Cuidadora que Espera

Da série: Comentários que Merecem Destaque
Comentário feito nessa postagem aqui.

Há 6 anos conheci o homem que me fez viver um amor maravilhoso, porém assustador desde o início.

Era tanto amor dele por mim, que me apaixonei em pouco tempo. Hoje estou só, apesar de nos mantermos ligados emcionalmente, depois de tantos rompimentos. 

Hoje eu me pergunto tudo o que está escrito neste blog e encontro conforto para minha tristeza e dor. Ele vem e eu me alegro, mas não me permito me iludir. Ele vem quando quer, eu o aceito. 

Hoje, sexta feira, onde ele estará, com quem estará, porque não mereço sua companhia quando preciso dela e sinto saudades?? 

Tentei me fortalecer inúmeras vezes e fraquejei, meu mundo não é mais o mesmo desde sua entrada na minha vida. Hoje estou isolada de tudo, porque não consigo compartilhar, nem mesmo com a pessoa mais próxima, tudo o que vivo. 

Estou me tratando, a depressâo é grande, devido a tamanha decepção de estar diante de tanta ingratidão, após uma vampirização sem fim. Ofensas, brigas intermináveis, vergonha pública, traições e mentiras e não me conformo em não ter conseguido fazê-lo acreditar na minha dedicação e amor. 

Sou esperança porque quero acreditar numa nova chance, quero acreditar que posso acalmá-lo e que irei suportar suas agressões. 

Estou com medo, minha vida está parada e a dele andando, como pode??

Será que para um border o amor nunca valerá à pena? Penso que o medo de enfrentar suas dores, os tornam as pessoas mais egoístas do mundo!

Tudo que mais quero é a chance de viver todo meu amor e ser amada por ele. Ele diz sim que me ama, mas a palavra é uma e a atitude outra. 

Tenho medo de acreditar e continuar sofrendo, mas vivo das minhas lembranças e desejos pelo futuro com ele me amando e voltando para mim!

Com amor à todos que como eu, sabem o que é estar partida ao meio e sozinha.

18/08/2011

O TPB na Terceira Idade

Se alguém souber alguma forma de ajudar Luis Antonio , clique aqui.

Minha mãe esta com 80 anos, apesar de possuir o mal de "Chagas" fisicamente para sua idade esta até bem.

Mas mentalmente já ha muitos anos sofre de um transtorno diagnosticado como "Síndrome de Borderline", ou Transtorno de Personalidade Limítrofe. 

A pessoa atingida por esta síndrome apresenta um sério distúrbio psíquico, principalmente na esfera afetiva, no domínio dos impulsos, nas interações com o outro, na sua auto-imagem. 

O diagnóstico desta perturbação mental é facilitado pelo próprio transtorno causado pelos sintomas no entorno do paciente, principalmente por atingir os familiares, ou seja, quer todas atenções para ela, ofende com atos e atitudes, agride familiares próximos e ao mesmo tempo que para os de foras do circulo familiar se apresenta com uma pessoa bondosa, compreensiva etc. 

Somos em 4 filhos e justamente para nos agredir e magoar, durante muitos anos ela morou em péssima condições e sozinha em um pequeno quarto alugado. 

Em 2002 após uma internação de três meses em uma clínica, consegui levá-la para morar comigo, na oportunidade estava fragilizada e precisava continuar o tratamento com o apoio de uma “cuidadora”. 

Após quatro meses ela quis ir para a casa de uma de minhas irmãs, onde reside até hoje. Com o passar do tempo ela deixou de aceitar os tratamentos psiquiátricos, não toma os remédios e todos os sintomas do transtorno afloraram novamente. 

Esta irmã e outra que reside próximo são mais velhas que eu e ambas por triste coincidência passaram recentemente por abalos familiares, a que abriga mamãe em Janeiro de 2010 perdeu seu esposo fulminado por um câncer, a outra ainda esta cuidando de seu esposo que três meses depois entrou em coma após um grave enfarto e até hoje se recupera da cirurgia de safena e atualmente ambas estão também muito doentes. 

Posso afirmar que fisicamente neste momento as filhas estão piores que mãe e que apesar do amor e carinho destas, ambas não estão em condições de cuidarem adequadamente de uma mãe cuja mente doente não aceita a realidade, se diz abandonada, exige delas toda atenção, faz ameaças constantes, briga, discute, não repousa, se fere na tentativa de chamar a atenção etc. 

Desejamos que ela voltasse a fazer tratamento, mas não aceita e muito menos reconhece seus transtornos, o ideal seria trazê-la novamente para residir em minha casa, pois atualmente minha condição permite acomodá-la melhor, transportá-la para tratamento etc. 

Sou o filho mais jovem, 55 anos, pesquisei muito sobre a "Síndrome de Borderline" busquei orientação com especialistas para conviver e cuidar dela, por isto ela não me domina, não me envolve facilmente em suas esquizofrenias e conforme orientação não me deixa ser manipulado e é justamente por esta razão não verbalizada que ela se recusa a voltar a morar comigo. 

O que devemos fazer? Qual órgão do judiciário deveremos procurar? Como podemos oferecer a ela um tratamento se NÃO ACEITA, não toma os remédios, como tira-la da casa de minha irmã se ela ameaça com ações absurdas. 

É possível conseguir judicialmente a visita residencial de um psiquiatra para consultá-la ou algum profissional capaz de argumentar sobre a obrigação de fazer tratamento?

15/08/2011

Amar uma Borderline - Faça Valer a Pena!

Da série: Comentários que Merecem Destaque
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Eu tive o amor de uma borderline e acabei jogando fora por não ter aguentado o tranco.

Foram os momentos mais felizes da minha vida e alguns ruins, mas os bons foram tão intensos que guardo na memória até hoje.

Me arrependo de não ter ido atrás do tema Borderline para poder compreendê-la melhor.

Quando me deparei com esse blog e comecei a ler o conteúdo me cortou o coração de tal maneira que mergulhei em lágrimas; parece um dicionário da minha ex tirando a violência que não tinha. 

Não desanimem! Se tem um amor + verdadeiro e intenso nesse mundo, pode ter certeza que é de uma border. Elas amam com a alma, e cabe a nós compreendê-las.

Vivenciei esse amor e me arrependo de não ter ido atrás de respostas. 

Não façam o que eu fiz galera. 
Desistir jamais =D!!

(por Rafael)

14/08/2011

Depoimento - Eu Amei Uma Borderline


Da série: Comentários que Merecem Destaque
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Acabei de me envolver com uma mulher border por quase 2 meses.

Tudo que li é real. Eu não sabia da real existência e definição do border. É muito triste, porque parece que não há ninguém lá dentro

E quem está junto sofre muito. Sofri. E irei sofrer por ela, mas não posso mais estar junto, pois estou tendo muitos prejuízos emocionais, econômicos, além de físicos, pois é violenta, e o pior, ela trai, e isso me expõe a riscos de DSTs... 

A família não age adequadamente, e ela irá acabar aos poucos... sem trabalho, saúde quase precária, mutilações, alucinações, paranóias... 

Estou todo cheio de hematomas e cortes, objetos quebrados... triste, mas confiante de que devo sair fora. 

A crueldade dos borders é o pior que podem nos dar, e por fim, recebem o abandono que tanto temem e plantam... e de longe são tão normais... mas ainda assim, incríveis... mas são pobres vítimas.

Me deixa feliz saber que a maioria melhora entre os 30 e 40 anos ... muita paz a eles. 
De coração.

12/08/2011

Amar um Borderline - Até onde vale a pena?

Da série: Comentários que Merecem Destaque
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Até onde vale a pena?

Estamos falando de uma coisa bem grave. O nome por si só descreve: é um transtorno!

As pessoas que começam a se relacionar - seja numa relação romântica ou não - com um border, precisam pesar se aguentam o tranco, falo por mim!

E se vc estiver esclarecido do que se trata e resolver se aventurar (porque vamos concordar que isso é no mínimo um desafio) que o faça ciente de que não é um caminho fácil de se trilhar.

Primeiro é necessário conseguir ver a pessoa além do transtorno e quando se vê isso com clareza, a decisão é uma consequência muito clara!

Depois não desejar bancar o psiquiatra, enfermeiro e blábláblá, afinal de contas a pessoa ainda vai desejar ter um amigo-esposa-namorada... ou seja isso requer um controle emocional muito especial!...

Sei que não é nada fácil escolher e conviver com isso, portanto pensem da seguinte maneira:

A vida é feita de escolhas vale a pena para mim estar com esta pessoa?!
Sim, porque além do transtorno há uma pessoa. Isso é importantiiiiiiiiissimo...

Eu escolhi abrir mão. 
Isso porque havia muitos problemas em questão, que fugiam da ordem mental e passavam por problemas de comportamento perigosos mesmo. 

Fora que eu honestamente prefiro algo mais tranquilo, porque a vida como diz o outro 'já é louca por si só!' Se senti a falta da pessoa? Sim!

Ainda estou triste? Sim.

Mas honestamente me sinto aliviada em saber qual será o próximo passo.

E que estarei diante da possibilidade de ficar com alguém mais estável, que não fique encrencando comigo ou com as vírgulas da palavra mundo! (saca? Não existe nada, mas a pessoa encrenca ou... te culpa).

Bem é isso. Força aos que se encorajam, e principalmente responsabilidade para escolher, porque  você pode sim ajudar a piorar a situação se vc não souber lidar da maneira adequada com aquilo.

Abrir mão também é um sinal de amor e cuidado com o outro e com você mesmo!

Foi duro para mim... abrir mão desta pessoinha, mas eu honestamente torço para que um dia ele se trate e seja feliz!

A gente tem que ser forte e dizer adeus!

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