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04/03/2012
07/01/2012
21/10/2011
28/07/2011
Depoimento Borderline - Indivíduos Pela Metade
Da série: Comentários que Merecem Destaque
Mas, puxa... Não somos maus ou patéticos.
Quando alguém vê uma pessoa com câncer, com hanseníase, com paraplegia, tetraplegia, entre outras doenças horríveis, ou quando vêem alguém passar fome, sofrer terror, ser vítima de catastrofes naturais, de carnificinas, todos se comovem, todos querem ajudar, mas quem se compadece pela nossa dor?
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Quem levanta manifestações em solidariedade à nossa condição, que é viver na essência da dor, na dor primária e incompreensivel, impensável?
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Quem se emociona ao ver um de nós já adulto tirando forças de onde não existe para levantar as fundações e estruturas que deveriam ter sido construidas na nossa infância?
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E ninguém estende a mão, nem poderia estender. Somos crianças, bebês, que existem há certo tempo, mas não se formaram, e agora temos que ser pais de nós mesmos, transformando magicamente parte de nós em um adulto que seja cuidador de nossas crianças interiores, para que atualizemos nossas emoções, nossa relação com o mundo.

E ninguém estende a mão, nem poderia estender. Somos crianças, bebês, que existem há certo tempo, mas não se formaram, e agora temos que ser pais de nós mesmos, transformando magicamente parte de nós em um adulto que seja cuidador de nossas crianças interiores, para que atualizemos nossas emoções, nossa relação com o mundo.
O problema é: nós somos essas crianças! Elas não só existem em nós! Elas são nós!
Entende o que quero dizer? É tão triste nossa condição, e ninguém olha para ou por nós.
Estamos sozinhos, apesar de termos o apoio de outros borders, dos nossos terapeutas e, com alguma sorte, de pessoas que convivem conosco e entendem suficientemente o que nós vivemos.
Pois só nós mesmos temos as chaves para abrir as caixinhas das nossas mentes onde estão esses monstrinhos...
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E só nós sabemos falar a lingua deles, só nós podemos toca-los, para que os acalmemos e os disciplinemos.
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Diante de tudo isso que ninguém vê, as pessoas nos rotulam de problemáticos, quando, na realidade, somos pura essência dispersa em um indivíduo pela metade...
Pois só nós mesmos temos as chaves para abrir as caixinhas das nossas mentes onde estão esses monstrinhos...
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(por Hamires Cristine)
28/04/2011
Borderline - A Falta de Noção de Si
Por isso, tendem a ter dificuldades em fazer escolhas, tendem a ser contraditórios em suas opiniões e atitudes, e muitas vezes relatam crise de identidade.
Isso também leva o paciente a dizer que se sente vazio e dependente do outro, pois ao não ter uma auto-referência, há uma tendência a esperar a referência do outro, isto é, que o outro lhe diga o que ser, como ser, o que fazer, etc.
Como a personalidade é construída basicamente pela interação da pessoa com o meio, pode-se dizer que a crise de identidade no borderline é decorrente da falta de estímulos do ambiente externo que poderiam auxiliar a pessoa a construir a auto-referência, a noção de si mesmo, a noção de sua personalidade.
24/04/2011
Depoimento Borderline - Sem Limites
Limites só significavam uma brecha entre as pessoas.
Limites significavam que eu tinha que estar sozinho, separado, sem nenhuma identidade.
Eu não me sentia bom o bastante para ter uma identidade distinta. Eu precisava estar ou totalmente emaranhado ou totalmente isolado.
(fonte: trecho extraído do livro Stop Walking on Eggshells)
23/04/2011
Depoimento Borderline - Viver é um Inferno!
Dor, raiva, confusão, sofrimento, sem nunca saber como estarei me sentindo de um minuto para o outro.
Sofrimento porque eu machuco aqueles a quem amo. Sentindo que ninguém me entende. Analisando tudo.
Nada me dá alegria. De vez em quando eu fico 'muito feliz' e então fico ansioso por causa disso. Viro-me então para o álcool. Então eu me machuco fisicamente. Então me sinto culpado por causa disso. Vergonha.
Querendo morrer sem poder me matar porque eu sentiria muita culpa por machucar os que me amam.
Então fico cheio de raiva e por causa disso eu me corto para poder me livrar desses sentimentos. Estresse!
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