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12/10/2011

Morre Mikey Welsh, mais uma vítima do TPB

O ex-baixista da banda Weezer, Mikey Welsh, foi encontrado morto no Hotel Rafaello em Chicago, na tarde de sábado. Ele tinha 40 anos.

A equipe do hotel encontrou o músico e pintor imóvel e sem respirar. Eles foram ao seu quarto para verificar porque Welsh não tinha realizado o check-out.

Welsh fez parte da banda entre 1998 e 2001.

Ele estava visitando Chicago para ver a banda Weezer tocar no Rock'n Rio e estava muito empolgado em poder encontrar seus antigos colegas da banda.

"Entristece-nos tanto dizer que o nosso belo, criativo, divertido e doce amigo Mikey Welsh tenha falecido tão jovem. Um talento único, amigo e pai profundamente amoroso, e um grande artista se foi, mas nós nunca vamos esquecê-lo; seu capítulo na história Weezer ('98 - '01) foi vital, essencial, selvagem, e surpreendente." disse Weezer em um comunicado em seu site.

Apesar de uma carreira artística rica, Welsh teve uma série de problemas pessoais. Ele deixou a banda Weezer depois de uma tentativa de suicídio e colapso nervoso em 2001.

Em uma entrevista em 2007, Welsh disse que depois de uma vida inteira se drogando e sem conseguir diagnósticos, havia sido finalmente diagnosticado, aos 30 anos, com estresse pós-traumático e transtorno de personalidade borderline.

A causa da morte ainda não foi determinada, mas a polícia suspeita que Welsh tenha morrido de uma overdose de drogas.

12/09/2011

Amy Winehouse não tinha drogas no corpo

Amy Winehouse não tinha drogas ilegais em seu organismo quando morreu, segundo os exames toxicológicos realizados na cantora, afirmou a família dela nesta terça-feira, 23. 

As análises revelaram a "presença de álcool", mas ainda não é possível determinar se este foi um fator que contribuiu para a morte da artista, no mês passado.

Mitch Winehouse alegou que o medicamento, de nome Librium, tinha prescrição médica e ajudava na desintoxicação do organismo
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Segundo o pai de Amy Winehouse, ela vinha sofrendo convulsões durante o período de abstinência de drogas e álcool e que essa é a provável causa de sua morte. 
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"Ela fazia tudo em excesso e acabou usando os medicamentos contra a dependência em excesso também", diz.

Amy Winehouse foi encontrada morta em 23 de julho em sua casa em Londres. A cantora tinha 27 anos e sofria com o vício em drogas e álcool. 
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Exames no corpo não indicaram presença de toxinas ilícitas, mas resquícios de álcool, mas não foi possível concluir se a presença da substância influenciou sua morte. 
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A família acredita que Amy Winehouse faleceu por conta da abstinência e alega que ela estava há semanas longe dos vícios.


16/08/2011

Brandon Marshall & o TPB

Os quatro anos de terapia nunca ajudaram Marshall a obter uma melhor compreensão de seus problemas ou como lidar com eles. Até agora.

Após três meses de tratamento e terapia, exames psicológicos e neurológicos no Hospital McLean em Boston, Marshall acredita que ele finalmente chegou à origem de seus problemas.

Ele foi diagnosticado com transtorno de personalidade borderline, ou TPB.

"TPB é um distúrbio psicológico, não é uma forma de mau comportamento", disse Mary Zanarini, professor de psicologia da Harvard Medical School, que tratou de Marshall neste verão.

Segundo estudos realizados, o TPB é um transtorno mais comum do que a esquizofrenia e o transtorno bipolar, mas raramente é diagnosticado por causa de equívocos dentro da comunidade de saúde mental, e dos desafios de oferecer um plano de tratamento adequado.

O distúrbio é marcado por dificuldades com relacionamentos e auto-imagem e  controle do humor e das emoções.

Durante o tratamento de Marshall em McLean, ele aprendeu a desarmar a bomba dentro de sua cabeça.

Agora com as ferramentas e uma nova perspectiva ele está retornando ao mundo real, à Liga National de Futebol Americano, à um casamento que ele considerava acabado, e à esposa que se sente menosprezada. 


Ele deve usar as habilidades que ele aprendeu para sobreviver, ou ainda... prosperar.

Ele informou seu diagnóstico ao seu time e disse que está revelando a sua história com o objetivo de criar mais consciência do TPB e defender melhor tratamento e cobertura médica para um programa de tratamento que lhe custou US$ 60.000.

"De maneira nenhuma eu estou totalmente curado," Marshall disse, "mas é como se uma lâmpada tivesse sido acendida em meu quarto escuro."

14/08/2011

Amy Winehouse & o TPB

por Maria Roberta
(leitora do blog)

Foram vários os programas que vi que tentavam analisar os porquês da vida tão confusa que Amy Winehouse levava.

E esses porquês eram absurdos de se ouvir. Coisas como "ela fazia de propósito pela promoção na mídia", "isso é coisa de artista", "ela não soube lidar com a fama".

Muitos focam no abuso excessivo de álcool e drogas que, sim, era um problema mas não o problema. Era uma consequencia e não a causa.

Esses muitos comentaristas, enfim, só demonstravam que nada sabiam da pequena menina de grande voz e, sim, tão confusa, como qualquer outro portador de um transtorno de personalidade chamado borderline.

Eu, e tantos outros que sofremos desse distúrbio, conseguimos perceber que Amy tinha algo em comum conosco. 

Evidente que há graus de comprometimento mas uma coisa era perceptível: Amy parecia tão perdida, tão sem lugar, que uma descrição (que vou reproduzir com minhas palavras) que ouvi num desses inúmeros programas pode ser útil dentro de tanta besteira que se falava: 

Amy, no show que fez no Brasil, era uma garota pequena, mirrada, que quicava no palco, tão frágil; numa nota mais alta que alcançava e, com a qual, levava a platéia aos aplausos frenéticos, se assustava com tal demonstração, como se não fosse pra ela tal reconhecimento, como se nem houvesse aquela multidão, ali, para assistí-la.

Borders se sentem tão solitários, tão abandonados, rejeitados e vazios. São tão carentes e frágeis. Fico imaginando essa pequena border girl exposta ao mundo na sua fragilidade, nas suas dificuldades, sendo apontada, criticada e julgada.

O pai taxista de Amy, que como li na Isto é (reportagem que a Wally me passou - vide link abaixo) competia com a pequena menina a atenção da esposa dele, mãe de Amy.

E que, com o sucesso da filha, entrou numa carreira de músico ... o que a levou a depressão.

Amy, minha querida, qual era o seu lugar? Sempre que tentou existir, diziam a você: "não, aqui você não pode estar, aqui já tem alguém no lugar"

Borders, muitas vezes, por ter uma fragilidade na estrutura do ego, não conseguem ter sua própria opinião. Isso acaba os tornando influenciáveis. 

Foi assim que Amy chegou ao álcool e as drogas. Conheceu seu (ex-)marido traficante, produtor que a iniciou nesse meio e no qual ela buscou um apoio. Daí a consequencia e não a causa. A causa era o transtorno.

Pelo que eu soube, afastada do (ex-)marido preso inclusive, ela estava namorando um jovem que não tinha vícios e que havia proposto ajudá-la a abandonar seus vícios.

Resultado: ele não aguentou a vida que ela levava e, alguns dias antes de sua morte, ele rompera o namoro.

Amy se machucava, bebia, se drogava, tinha problemas com comida - engordou uma época e, ultimamente, estava magérrima. 

Nos últimos tempos não conseguia se dedicar a sua carreira.

Amy era borderline e tudo o que nós, borders, passamos e é tão doloroso ela estava vivendo publicamente. E isso me deixa tremendamente triste.

Fotos expostas, vida deliberamente escancarada. 
A mídia ainda parece brincar com sua morte da mesma maneira que brincou com ela enquanto ela vivia ... 

Não houve respeito algum... seu sofrimento foi mostrado (sem opção) publicamente e ela, sem escolha, foi sumindo a olhos vistos, aos pouquinhos ...

Amy, sinto muito por nós borders, pela discriminação e pelo desrespeito pelo qual passamos. 

E sinto tanto por você, minha querida. Sinto pelo que sofreu, sem apoio, sem carinho, sem ter alguém com quem trocar seus maiores receios, que pra nós, borders, são tão profundos.

Amy, little border girl, eu te respeito. Espero que você, ao menos agora, tenha o seu lugar.

P.S. Gostaria também de recomendar a leitura da matéria da Isto É: O lado B. de Amy Winehouse.

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