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09/08/2012

Uma Historinha Sobre O Estresse

Em uma conferência, ao explicar para a plateia a forma de controlar o estresse, o palestrante levantou um copo com água e perguntou:

Qual o peso deste copo d'água?

As respostas variaram de 250g a 700g.

O palestrante, então, disse:

O peso real não importa. Isso depende de por quanto tempo você vai segurar o copo levantado. Se o copo for mantido levantado durante um minuto, isso não é um problema. Se eu o mantenho levantado por uma hora, eu vou acabar com dor no braço. Mas se eu ficar segurando-o por um dia inteiro, provavelmente eu vou ter cãibras dolorosas e vocês terão de chamar uma ambulância.

E ele continuou:

E isso acontece também com o estresse e a forma como controlamos o estresse. Se você carrega sua carga por longos períodos, ou o tempo todo, cedo ou tarde a carga vai começar a ficar incrivelmente pesada e, finalmente, você não será mais capaz de carregá-la.

Para que o copo de água não fique pesado, você precisa colocá-lo sobre alguma coisa de vez em quando e descansar antes de pegá-lo novamente. Com nossa carga acontece o mesmo. Quando estamos refrescados e descansados nós podemos novamente transportar nossa carga.
(autor desconhecido)

08/08/2012

O Inconsciente da Casa

Um médico psiquiatra francês, Alberto Eiguer, também formado em psicanálise, escreveu um livro intitulado L'Inconscient De La Maison - O Inconsciente da Casa - , onde ele afirma que nossa residência é um reflexo do que somos, ou seja há uma interação entre nosso inconsciente e nosso habitat.

Mas antes dele, o Dr. Paul Shilder, neuropsiquiatra e psicanalista, já havia teorizado o conceito de que os afetos, fantasias e pensamentos que envolvem nosso corpo têm uma função imprescindível na concepção que fazemos do nosso eu, comportamentos e nas nossas relações com o ambiente.

Assim, entendemos que nossas emoções e sentimentos emprestam uma configuração específica - e por que não dizer especial - ao meio em que vivemos.

O autor do livro em questão, disse que em suas visitas psiquiátricas à incontáveis domicílios, ele observava como a residência se adequava ao estado psíquico e emocional  do morador.

Quanto mais profunda era a crise do paciente, maior era a bagunça e a desordem, sendo que em alguns casos tinha até alimentos misturados com roupa, e a sujeira se confundia com a limpeza. 

Também segundo ele, o território do paciente psicótico quando em período crítico, se modificava totalmente, chegando ao ponto de a cama ir parar no corredor ou em um outro comodo já que o paciente perdia completamente o seu espaço pessoal.

Podemos dizer então que o ser humano reproduz à sua moradia aquilo que vive dentro de si.

Outra coisa que o autor menciona é que muitas vezes guardamos coisas sem uma razão aparente. E esses objetos podem representar segredos de família que não podemos trazer à lembrança como desejaríamos mas que também não conseguimos eliminar.

E acrescenta que nossa habitação é carregada de memórias e o modo como distribuimos as peças decorativas traduz hierarquias e dinâmicas psíquicas.

E por fim termina dizendo que é o afeto que dá sentido a cada peça e a cada canto em uma residência.

(referência de estudo: Mente e Cérebro 224 - EPP)

06/08/2012

Depoimento Borderline - Isabela

Tenho 20 anos e sinto um vazio imenso e que só foi crescendo há dois.

Sofri muito bullying durante toda a vida escolar desde os primeiros anos do primário; muito por conta da minha relação familiar que era demasiadamente cuidadosa comigo.

Creio eu que a rejeição me desenvolveu esse transtorno, o qual fui diagnosticada portadora faz um mês.

Fui internada duas vezes em uma clínica psiquiátrica. A primeira por tentativa de suicídio (tomei 60 comprimidos de rivotril 2mg) e a segunda porque tive um surto psicótico quando meu então namorado estava comigo.

Obviamente nosso namoro foi permeado por diversos altos e baixos. Eu ligava para ele no meio da noite, completamente surtada e paranoica e no instante seguinte implorava para que ele não me abandonasse, e eu não queria realmente que ele me deixasse porque eu sentia que minha vida não existia sem sua presença.

Foi um ano e meio de namoro, estávamos noivos, ele com suas roupas todas em minha casa somente aguardando uma chance de vir realmente para cá, traições mútuas e de diversos tipos...

Terminamos quando eu decidi voluntariamente ir para a clínica. No mesmo dia. No mesmo instante. No caminho eu desci diversas vezes do carro, ele teve que me seguir com o carro parado no meio de uma avenida, me puxar...

Eu estava correndo, me sentindo livre e presa ao mesmo tempo... Eram 23:00. Em minha estadia na clínica, que já conhecia, eu percebi que não precisava dele para viver.
Me senti bem por estar só e poder fazer o que antes não podia devido a grande disponibilidade que dava. Me doava totalmente. Vivia por outra pessoa literalmente.

Duas semanas se passaram e eu saí ansiosa para saber se ele tinha me enviado algum e mail. Não enviou. Eu, na verdade, sabia que ele não faria isso devido ao seu orgulho enorme, então, depois de dois dias em casa, resolvi mandar um eu mesma o convidando para tomar um café e discutir nosso fim de relação. De um jeito, pelo menos, amigável.

Ficamos juntos mais dois dias, e eu estava tão acostumada a ficar só que preferi terminar de uma vez. Não dava mais certo e eu não estava disposta a reconstruir tudo novamente. Era muita força e eu estava sem fé nenhuma na vida.

Passaram três dias desde que terminamos e eu não liguei para ele, não mandei mensagem, não sinto sua falta. Estou centrada em mim mesma. Preciso terminar algo que começo, preciso enxergar além de agora em diante.

O pensamento suicida é constante, tenho muito baixa auto estima, me odeio, choro todos os dias por estar em uma situação sem saída. A única solução que vejo é o cinema. Parece que quando assisto um filme minha alma encosta em meu coração e diz: Está tudo bem. Eu também sofro. Continue pois eu estarei com você. É a minha solidão me fazendo companhia.

Agora estou eu, em minha solidão, escrevendo as 4 da manhã para tentar destruir o indestrutível: meu ódio por ser assim... uma estranha

Por ser estranha me sinto um lixo. Não consigo ter amigos, pois penso que eles estão me julgando mal o tempo inteiro. 


Não converso com as pessoas olhando no olho. Me encolho e abaixo minha cabeça para ninguém "ler meus pensamentos". Por isso, por essa mania de que estão todos lendo meu pensamento a todo tempo, eu me tornei muito sensitiva

Sinto as coisas no ar, se estão tirando sarro de mim sem falar uma palavra, pela fisionomia do rosto. Alguém entende isso? 
Sou completamente paranóica e o álcool me ajuda apesar de o dia seguinte ser horrível, pois ele é uma droga depressora..
Isabela
(enviado por email)

05/08/2012

A Interpretação dos Sonhos - Documentário

A Interpretação dos Sonhos, publicado em 1899, é um livro de Sigmund Freud que aborda, na época da publicação de uma forma inovativa, os mecanismos psicológicos dos sonhos. 

O livro explica o argumento para postular o novo modelo do inconsciente e desenvolve um método para conseguir acesso ao mesmo, tomando elementos de suas experiências prévias com as técnicas de hipnose.

A interpretação de sonhos, segundo Freud, desvela, sobretudo, os conteúdos mentais reprimidos ou excluídos da consciência pelas atividades de defesa do ego e justifica inquestionavelmente sua posição dentro da psicanálise, já que a parte do id cujo acesso à consciência foi impedido é exatamente a que se encontra envolvida na origem das neuroses. 

O interesse de Freud pelos sonhos teve origem no fato de constituírem eles processos normais, com os quais todos estão familiarizados, mas que exemplificam processos atuantes na formação dos sintomas neuróticos.

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