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04/04/2013

Síndrome da Fadiga Crônica (SFC)


A síndrome da fadiga crônica (SFC) tornou-se um dos mistérios mais frustrantes da medicina.

Os portadores da SFC sofrem de uma fadiga inexplicada e debilitante que pode persistir indefinidamente. Seus sintomas, semelhantes aos de uma gripe, que são fadiga (falta de energia), mal-estar, dor muscular, dor de garganta, febre baixa e linfonodos inchados, geralmente permanecem por muito mais tempo do que simplesmente uma gripe, mononucleose ou alguma outra doença infecciosa.

A depressão, comum em muitas doenças crônicas, pode acompanhar os outros sintomas da SFC.
Da mesma forma, os problemas cognitivos, como confusão e esquecimento, assim como distúrbios do sono.

Existem muitas teorias sobre a causa da síndrome da fadiga crônica, mas, até aqui, ninguém apareceu com uma resposta definitiva. É um vírus? Há uma tendência genética para desenvolvê-la? É desencadeada por estresse? É um mau funcionamento do sistema imunológico? Ninguém sabe.

Até o diagnóstico da SFC pode ser incerto, já que não existe disponível, atualmente, nenhum exame de sangue ou raio X que diga "sim, esse paciente tem SFC". Ao contrário, continua sendo principalmente um diagnóstico de exclusão. 

Isto é, seu médico deve primeiro descartar outros problemas de saúde, como anemia, esclerose múltipla, doenças da tireóide, lupus e até câncer, que podem provocar sintomas semelhantes. 

A fadiga crônica, apesar de tudo, é uma das queixas mais comuns que os médicos escutam dos pacientes. Por isso, para que o diagnóstico da SFC seja um pouco mais claro, consistente e confiável, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos estabeleceram diretrizes para diagnosticar o problema com base no trabalho de cientistas internacionais que estudam a síndrome.

Diagnóstico

A comediante norte-americana Gilda Radner foi diagnosticada erroneamente com síndrome da fadiga crônica, que retardou a descoberta do câncer de ovário que, no fim, a matou. Esse é um dos piores cenários que podem ocorrer com a SFC. Por isso, se suspeitar que tem a síndrome da fadiga crônica, tenha certeza de que seu médico descartou quaisquer outros problemas que possam causar sintomas semelhantes.

Como não há um teste que diagnostique a SFC, o Centros de Controle de Doenças (CDC) estabeleceu diretrizes, em 1994, para seu diagnóstico. De acordo com elas, você deve ter fadiga crônica grave se os sintomas durarem seis meses ou mais e forem excluídos, por meio de diagnósticos médicos, quaisquer outros problemas de saúde conhecidos. E você deve apresentar, simultaneamente, quatro ou mais sintomas descritos a seguir:

-diminuição significativa da memória ou concentração;
-dor de garganta;
-linfonodos sensíveis;
-dor muscular;
-dor, sem inchaço nem vermelhidão, em várias articulações;
-dor de cabeça de um novo tipo, padrão ou gravidade;
-sono intranquilo;
-mal-estar que ocorre após esforço e dura mais de 24 horas.

Esses sintomas devem persistir ou recorrer durante seis meses consecutivos ou mais e não devem ocorrer antes da fadiga.

Estratégias para lidar com a síndrome da fadiga crônica

Aqui vão as estratégias para lidar com a síndrome da fadiga crônica conforme recomendação dos especialistas: médicos, psicoterapeutas e pacientes. Algumas tratam do lado físico da doença, outras, do lado emocional de se viver com uma doença crônica, e outras ainda simplesmente dão dicas práticas. Junto com as recomendações e cuidados de seu médico, elas podem ajudá-lo a lidar com a SFC, no seu dia-a-dia.

Estabeleça uma parceria com sua equipe de tratamento. Encontre um médico em quem você confie e que leve a síndrome da fadiga crônica a sério (já que a existência verdadeira da SFC como uma única condição médica não é universalmente aceita no campo médico). Passe por vários médicos, se necessário, e faça muitas perguntas. E na hora de escolher, confie na sua intuição. Além disso, trabalhe com seu médico e outros profissionais de saúde aprendendo sobre a síndrome da fadiga crônica.

Exercício
Uma quantidade apropriada de atividade física ajuda a mantê-lo emocional e fisicamente saudável. Entretanto, é importante saber quanto fazer e quando parar. Fale com seu médico ou consulte-se com um fisioterapeuta para saber que atividades você pode fazer. Pode ser que você consiga fazer caminhada, natação, hidroterapia, alongamento, ioga ou tai chi.

Faça o que puder pelo seu corpo
Faça o básico para levar uma vida saudável: Faça uma dieta nutritiva, descanse e participe de um programa de exercícios moderados, mesmo que seja apenas uma caminhada diária de cinco minutos.

Sofra pelo que você perdeu
É normal ficar chateado por ter desenvolvido uma doença crônica. Admitir isso pode ajudá-lo a aceitá-la.

Não se culpe 
Você não tem culpa de estar doente.

Encontre apoio
Falar de sua condição com outros portadores da SFC pode ser de grande ajuda. Eles entendem o que você está passando e podem oferecer apoio, conselho, amizade e informação. Pergunte a seu médico ou a hospitais da região sobre grupos de apoio locais ou procure nas páginas amarelas ou na Internet. Entretanto, evite grupos de apoio que usam as reuniões como pontos de vendas de produtos alternativos. Você também pode procurar aconselhamento profissional, já que a depressão geralmente faz parte de qualquer condição crônica.

Gaste suas energias com sabedoria
Muitos pacientes falam em usar seus preciosos depósitos de energia como se fossem moedas de um cofrinho: racionam com cuidado e utilizam somente quando necessário. Sente-se, em vez de ficar em pé, evite ficar subindo e descendo escadas desnecessariamente, estacione na vaga para deficientes, de modo que fique próximo de seu destino, peça para que suas compras sejam entregues em domicílio e/ou contrate alguém para limpar sua casa. Tudo isso é para guardar energia para fazer as tarefas do dia-a-dia.

Estabeleça metas justas
Seja realista ao determinar as metas diárias, tendo em mente como você realmente se sente, e não como gostaria de se sentir. Se estabelecer metas muito altas, ficará desapontado caso não consiga cumpri-las. Se tiver expectativas razoáveis, você poderá cumprir suas metas e ficará com a sensação de realização e controle.

Programe períodos de descanso 
Ouça seu corpo e respeite sua necessidade de descansar antes e depois das atividades. 

Estabeleça prioridades 
Pode ser que você tenha tempo somente para as duas ou três primeiras tarefas de sua lista, então, procure colocar as mais importantes no topo dela. 

Mantenha os horários do trabalho e da casa na mesma agenda. 
Dessa forma, você não se sobrecarrega, por exemplo, marcando uma reunião de trabalho importante no mesmo dia da festa de aniversário de seu filho. 

Aprenda a se adaptar
Encontre maneiras de se socializar que não o desgastem. Assista a um vídeo em casa com os amigos em vez de ir ao cinema, ou peça comida em vez de se reunir em um restaurante. Os amigos e familiares que realmente se preocupam com você não se importarão com isso.

Divirta-se 
Com menos energia para concluir as coisas, você pode querer trabalhar sempre que se sentir bem e considerar a socialização uma extravagância que não conseguirá aguentar. Equilibre sua vida deixando um tempo para os amigos e a família.

Tenha um diário 
Mesmo que você não escreva nele todo dia, o diário pode ajudá-lo a colocar seus sentimentos em evidência.

Não ignore sua sexualidade 
Você pode programar o sexo para quando se sentir bem. E isso pode ser em uma manhã ou uma tarde, caso geralmente fique muito cansado à noite. 

Tenha senso de humor
Procure filmes engraçados, livros, programas de televisão e pessoas que distraiam você de seu estresse diário, e não que o incentivem a se afogar nele.

Viva o hoje

Tente não se prender ao passado nem ao futuro.



03/04/2013

A Morte Inventada - Documentário sobre Alienação Parental

O documentário "A morte inventada", do diretor Alan Minas é um bom filme que trata do tema "alienação parental", com depoimentos importantes.

O documentário é fundamental para o entendimento de uma situação que é frequente e que muito mal faz aos filhos de pais separados.

Infelizmente ele não destaca uma realidade: a alienação parental da mãe pelo pai, enfatizando apenas a alienação da figura paterna. Contudo, a definição de uma das depoentes corrige em parte essa falha: "alienação parental é alterar a percepção da criança sobre o outro genitor (pai ou mãe), fazendo com que a criança passe a odiar o outro genitor" (pai ou mãe). (fonte)



Resumo:

01/04/2013

O que é Fobia


Fobia é o medo irracional ou incontrolável de situações, objetos e tipos de objetos.

É caracterizada por um estado de angústia e ansiedade impossível de ser dominado.

Cientistas afirmam que a fobia é um hábito que aprendemos e, portanto, seria possível "desligar" a região do órgão responsável por essas emoções. Testes preliminares mostraram que uma droga a base de lidocaína, injetada em peixes, é capaz de fazer com que os animais não sintam medo.

Os especialistas, então, injetaram nas cobaias uma substância utilizada como anestésico local chamada lidocaína. Na sequência, repetiram os testes expondo os peixes a feixes de luz.

O professor Yoshida disse que, após a manutenção da droga, as cobaias não demonstram qualquer sinal de medo. "Descobrimos que os peixes que receberam a injeção de lidocaína no cerebelo não tiveram qualquer alteração cardíaca ou medo quando expostos à luz", explicou o cientista sobre os resultados da experiência.

O especialista ressaltou ainda que o cérebro dos peixes é muito parecido com o órgão dos mamíferos, o que inclui os humanos, e que o estudo ajudará a entender mais sobre os processos biológicos e químicos que causam o medo nas pessoas.

Nos peixes, os efeitos da lidocaína foram temporários, fato que levou os animais a voltarem a sentir medo da luz assim que o anestésico parou de agir.

Yoshida disse ainda que os humanos podem ser treinados para sentir medo e que muitas das fobias existentes podem estar relacionadas a condicionamentos enraizados na infância.

Assim, fica bastante evidente que a psicoterapia, bem como a análise pode ser bastante eficiente no tratamento da fobia. Mesmo porque um medicamento estaria agindo apenas sobre o sintoma e não sobre a causa da doença. Já a psicoterapia estaria trabalhando a 'raiz' do problema. Fica a dica!

Aqui vai uma lista com algumas fobias.

1. Ablutofobia: Medo irracional de lavar roupa ou tomar banho
2. Acrofobia: Medo irracional de altura
3. Agorafobia: Medo de se achar sozinho em espaços abertos, de multidões, de atravessar locais públicos ou de sair de um lugar seguro
4. Ailurofobia (Elurofobia): Medo de gatos
5. Alectorofobia: Medo de frangos
6. Antropofobia: Medo de pessoas
7. Anuptafobia: Medo de ficar solteiro
8. Aracnofobia: Medo de aranhas
9. Atiquifobia: Medo do fracasso
10. Autofobia: Medo de si mesmo ou de ficar sozinho
11. Aviofobia: Medo de voar
12. Caliginefobia: Medo de mulheres bonitas
13. Coulrofobia: Medo de palhaços
14. Cinofobia: Medo de cachorros
15. Gamofobia: Medo do casamento
16. Ictiofobia: Medo irracional de peixes
17. Herpetofobia: Medo de répteis e anfíbios 
18. Melanofobia: Medo da cor preta
19. Misofobia: Medo de germes ou sujeira
20. Nictofobia: Medo do escuro ou da noite
21. Ofidiofobia: Medo de cobras
22. Ornitofobia: Medo de pássaros
23. Fasmofobia/Espectrofobia: Medo de fantasmas, monstros e demônios
24. Filofobia: Medo do amor
25. Fotofobia: Medo da luz
26. Parakavedekatriafobia: Medo da sexta-feira 13
27. Pupafobia: Medo descontrolado de marionetes e outros bonecos desengoçados
28. Pirofobia: Medo de fogo
29. Pluviofobia: Medo da chuva
30. Tanatofobia ou Tantofobia: Medo da morte ou de morrer


   

Estresse Prejudica Cicatrização de Feridas


O estresse e a ansiedade podem tornar ainda mais difícil a cicatrização de ferimentos, revelam cientistas do Instituto de Psiquiatria do King's College de Londres. 

Pesquisadores fizeram pequenas feridas em voluntários saudáveis, cujos níveis de estresse eram medidos através de questionário padrão. As feridas daqueles que apresentavam níveis de ansiedade mais baixos cicatrizavam duas vezes mais rápido do que as dos mais estressados.

Mudanças dos níveis do hormônio que provoca o estresse, o cortisol, influenciam a rapidez com que as feridas cicatrizam.

As mesmas conclusões foram encontradas a partir da análise de um conjunto de dados reunidos em 22 estudos de diferentes grupos de pesquisa que também analisaram a relação entre estresse e cicatrização de ferimentos.

Apresentadas no "Cheltenham Science Festival", estas conclusões partiram da hipótese de que a cicatrização está relacionada a aspectos emocionais. 

Segundo o líder da pesquisa, Professor John Weinman, do Instituto de Psiquiatria, seu foco é investigar como pacientes percebem, do ponto de vista psíquico, tratamento e doenças, e como isso afeta a maneira como cada um responde à recuperação de uma série de problemas físicos de saúde.

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