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24/02/2013

Psicanálise do Cotidiano: As Armadilhas do Consumo


Autora de “As Armadilhas do Consumo” (Editora Campus), a psicanalista  Márcia Tolotti se dedica há alguns anos a estudar o impacto das emoções na maneira como as pessoas lidam com o consumo, fazem investimentos e administram suas dívidas.

“Não somos tão livres como pensamos quando fazemos nossas escolhas de consumo”, diz Márcia Tolotti. “Quando compramos algo, escolhemos mais do que uma marca. Escolhemos os atributos que relacionamos a essa marca, como elegância, poder e aventura”, afirma.

Sete armadilhas de compras, dívidas e investimentos:

- ACHAR QUE TODAS AS DECISÕES SÃO RACIONAIS Segundo a psicanalista Márcia Tolotti, quando tomamos decisões relacionadas ao dinheiro, sofremos duas interferências negativas: da má educação financeira e das emoções. É um erro, assim, achar que basta conhecimento técnico para se dar bem nos investimentos. É preciso também ter autoconhecimento emocional.

- AGIR EM MOMENTO DE TRISTEZA OU RAIVA - Duas emoções que fazem com que as pessoas ajam de maneira impulsiva são a tristeza e a raiva. “A raiva atrapalha o raciocínio e causa uma “cegueira estrutural”. A tristeza faz com que a gente não dê muito valor para o que possui”, diz Márcia Tolotti. Numa situação assim, diz a psicanalista, um investidor, pode, por exemplo, vender uma ação por um preço muito baixo.

- DEIXAR-SE LEVAR PELO “EFEITO MANADA” - O efeito manada é percebido, por exemplo, quando uma pessoa se decide por um tipo de investimento porque viu que outras pessoas se deram bem. Nessas situações, o investidor pouco se preocupa em entender o mercado financeiro, porque tem certeza de que aquela empresa terá um bom resultado.

- COMPRAR IMPULSIVAMENTE - “Dois segundos e meio depois da decisão de compra, somos inundados pela dopamina”, diz Márcia Tolotti, citando o hormônio responsável pela sensação de prazer. Por isso tanta gente compra mais do que pode e acaba se endividando. Avaliar a real necessidade da compra e não consumir por impulso são as formas de se evitar essa armadilha.

- BOICOTAR-SE - Um investidor compra uma ação e estabelece que irá vendê-la quando o papel atingir um determinado valor. Mesmo quando esse valor é atingido, porém, ele não se permite ter essa recompensa. Em vez disso, decide adiar a venda, na expectativa de um valor mais alto que no fundo ele sabe que dificilmente será alcançado. “É uma espécie de autoboicote”, diz Márcia Tolotti.

- AGIR BASEADO NA CULPA - “A culpa é uma moeda muito cara”, define Márcia Tolotti. Pais que tentam reparar sua ausência no dia a dia dos filhos comprando coisas para eles, por exemplo, estão agindo por meio desse sentimento, o que pode levar a um descontrole financeiro. É preciso parar e pensar se essa é a motivação de uma compra. Se for, evite-a.

- SER CONSUMISTA - Não há nada errado em consumir, diz a psicanalista. Mas é preciso saber diferenciar o consumo do consumismo, e fugir deste último. “O consumo gera conforto se eu consigo pagar e não tira minha capacidade de investimento no longo prazo. Sobre o consumismo a pessoa não tem controle: ele leva ao endividamento e prejudica a capacidade de investimento”.

A psicanalista cita diversas emoções que estão relacionadas ao consumo, como vaidade, insegurança, inveja, tristeza e frustração. Ter autoconhecimento, diz ela, é importante para que as pessoas saibam o papel dessas emoções nas decisões do dia a dia e evitem cair em armadilhas.

18/02/2013

A Incrível Síndrome de Benjamin Button


Muitos já devem ter assistido - ou pelo menos ouvido falar de - o famoso filme “O Curioso Caso de Benjamin Button”, no qual é contada a história de uma criança que nasceu com a aparência de um velho, fazendo com que muitos acreditem que ela viverá pouco tempo, mas a cada ano que passa ela fica mais nova, deixando todos perplexos.

Apesar dessa história ser apenas ficção, na vida real existe um doença que é bem parecida, pois faz com que adultos comecem a agir como crianças e tenham que receber todo o tipo de cuidado.

Graças ao filme essa doença começou a ser chamada de "Síndrome de Benjamin Button”, mas seu real nome é Leucodistrofia e é causada pela degradação da mielina, uma importante substância que faz parte do sistema nervoso. E conforme ela vai piorando a pessoa fica cada vez mais infantil até não conseguir fazer nada sozinha.

Existem diversas histórias sobre essa doença, contudo uma das mais interessantes é a dos irmãos ingleses.

O irmão mais novo era casado, tinha filhos e levava uma vida normal, até que os primeiros sintomas apareceram, e em pouco tempo Matthew perdeu esposa, filhos e sua casa. 

Hoje está morando com seus pais, exatamente como seu irmão mais velho, Michael, que chegou a ser um grande piloto da Força Aérea Inglesa, porém conforme o tempo passava e ele ia ficando mais infantil, foi obrigado a largar sua profissão.

Os dois, que agora vivem com os pais, passam o dia vendo desenhos e brincado como crianças, apesar de terem mais de 40 anos

Até hoje não se tem cura para essa doença, a única coisa que se pode fazer é cuidar dessas crianças em corpo de adultos, até que elas percam toda sua noção e um dia encontrem a morte.

12/02/2013

Lunática


Bem como a Lua
Tenho 4 fases
Quando Cheia, sou inteira
À mingua, sou Minguante
Nova, apaixonada

Viva, Crescente
Sou Noturna, pois as estrelas
contemplam minhas fases
Sou feito um Noturno de Chopin

Estou Minguante
Mas estrelas me lembram
Que outras fases vêm
E que um cometa
me fecundará
na explosão que transformará
as 4 fases numa única

Lunática,
Lunar...

03/02/2013

Respiração Correta Alivia Ansiedade e Depressão

"Aprendendo a controlar a respiração, damos fim em todas perturbações da mente e dos sentidos", afirma o médico David Frowley, autor de Uma visão Ayurvédica da Mente, a cura da consciência.

Considerado o maior especialista ocidental em terapia ayurvédica, ele acaba de vir à América do Sul pela primeira vez e escolheu o Brasil, onde deu uma palestra, para dividir os ensinamentos sobre o sistema de cura tradicional da Índia. 

"Nossa energia vem, basicamente, da respiração (...) Se o cérebro não recebe a quantidade certa de oxigênio, não temos a energia vital suficiente para nos desenvolver e mudar"

A seguir, Dr. David Frawley ensina como mudanças sutis na inalação e na respiração podem contribuir no alcance e na manutenção de um estado psicológico marcado pelo bem-estar. 

Sopre a ansiedade para longe

A receita é imbatível contra tremores pelo que ainda nem aconteceu, além de bastante eficaz no combate à insônia. Separe uns dez minutos do seu dia, não importa o horário - pode ser, inclusive, no pico de uma situação superestressante. 

Comece só prestando atenção no ritmo em que o ar entra e sai dos pulmões. Aos poucos, vá controlando este intervalo, até que ele se torne bem espaçado: tente contar até dez enquanto puxa e, depois, quando solta a respiração. 

Fazendo inalações mais prolongadas, você fortalece todo o seu corpo e acalma a mente. Com isso, as preocupações, por mais terríveis que sejam, acabam amenizadas, já que a energia passa a circular melhor por todo o organismo.

Respirações fortes e intensas 

Contornar os sintomas depressivos com a respiração é muito simples. A falta de disposição desaparece, caso você consiga manter um ritmo mais intenso enquanto realiza as inalações e as exalações. 

A idéia é não apenas respirar com grande velocidade, mas com bastante vigor, puxando e soltando a máxima quantidade de ar possível a cada tentativa. Mantenha o pique por dois minutos e descanse. Repita mais duas vezes. Não se assuste caso venha a sentir tonturas, a sensação é normal - e devida ao excesso de oxigênio que, de repente, passa a percorrer o organismo. 

Não é lógico viver assim

Até para quem não consegue dar um passo à frente sem medir todos os prós e contras dessa atitude existe uma respiração ideal.

As pessoas que têm o lado racional extremamente desenvolvido (e sofrem maquinando sobre tudo o que acontece ao redor) devem estimular a respiração com a narina esquerda, conectada com o a região do cérebro ligada às emoções.

Funciona assim: com um dos dedos, tape a narina direita e faça 30 respirações (inalação, seguida de exalação) somente com a narina esquerda. O exercício será seguido de uma sensação de refrescância e calma.

Emoção demais, não há quem aguente

Aqui, vale o contrário do treino acima. Se você derrama lágrimas até pela grama cortada e se descabela por qualquer bobagem, a dica é estimular um pouco mais o seu lado racional, favorecendo um estado de equilíbrio entre ele e suas desenvolvidíssimas emoções.

Com um dos dedos, tape a narina esquerda e faça 30 respirações (inalação seguida de exalação) apenas com a narina direita.o efeito aquecedor desta prática irá ajudar na busca por análises mais racionais das situações impostas pelo dia-a-dia.

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