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01/12/2012

Novo Sistema de Diagnóstico Pode Ser Adotado


Neste fim de semana o comitê de administração da Associação Psiquiátrica Americana votará sobre se deve adotar ou não um novo sistema de diagnóstico para algumas das síndromes mais sérias e impactantes da medicina: os transtornos de personalidade.
Em sua plenitude, esses transtornos são difíceis de se caracterizar e tratar, e os médicos raramente fazem avaliações com a devida atenção, perdendo ou menosprezando padrões de comportamento subjacentes a problemas como depressão e ansiedade em milhões de pessoas.
“Manipulatividade”, “histrionismo” e “insensibilidade”
estão entre as quatro características avaliadas num indivíduo com transtorno de personalidade narcisista, na nova proposta de diagnóstico. As definições atuais incluem nove elementos possíveis.
A nova proposta – uma parte dos esforços da associação psiquiátrica, que duram muitos anos já, para atualizar o seu influente manual de diagnóstico – deverá esclarecer esses diagnósticos e integrá-los melhor à prática clínica, para estender e melhorar os tratamentos. Mas esses esforços já encontraram tanta oposição que provavelmente serão relegados a uma posição marginal no manual, se é que serão permitidos.
O exercício forçou os psiquiatras a confrontarem uma das questões mais elementares – e, apesar disso, ainda não resolvidas – da área: o que é exatamente um problema de personalidade?
Não era para essa pergunta ser tão difícil, mas parece que produzir definições precisas e duradouras de padrões extremos de comportamento é um trabalho sem fim. Demorou mais de uma década de observação de pacientes para que o psiquiatra alemão Emil Kraepelin pudesse traçar uma linha clara entre transtornos psicóticos, como esquizofrenia, e problemas de temperamento, como depressão e transtorno bipolar.
Com o tempo, vários protótipos surgiram, como o compulsivo, que vive sua vida de acordo com um padrão preconcebido e irrevogável. O narcisista, com sua autoaprovação tão grandiosa quanto frágil. O dependente, com sua carência sufocante. O histriônico, sempre envolvido em algum drama, desesperado para ser o centro das atenções.
Dez tipos
No final da década de 1970, Ted Millon, diretor científico do Instituto de Estudos Avançados em Per­sonologia e Psico­patologia, reuniu o grosso de um trabalho sobre transtornos de personalidade, a maior parte dele descritivo, e o transformou num conjunto de dez tipos padronizados para o terceiro manual de diagnóstico da Associação Psiquiátrica Americana. Pu­blicado em 1980, é um best-seller entre os profissionais de saúde mental do mundo inteiro.
Esses critérios para diagnóstico tiveram efeitos duradouros e levaram a melhorias nos tratamentos de muita gente, como aqueles com transtorno de personalidade borderline, ou limítrofe.
Apesar desse progresso, muitos especialistas da área começaram a defender a ideia de que o catálogo de diagnósticos precisava ser reescrito. Um dos motivos para isso é o de que algumas categorias se sobrepunham e indivíduos problemáticos com frequência recebiam dois ou mais diagnósticos de personalidade.
“Transtorno de personalidade não especificado”, um rótulo genérico que significa, mais ou menos, que “esse indivíduo tem problemas”, se tornou o mais comum dos diagnósticos.

18/11/2012

O que é Psicopatia - Depoimento de um Psicopata

Paulo é um psicopata que decidiu 'sair do armário' porque não curtia ter uma vida dupla.

Nesse video, ele fala abertamente sobre a psicopatia usando uma linguagem simples e direcionada para leigos.
Questionamentos sobre a fidelidade científica do conteúdo do video: Periódicos 
Faça uma busca pelos periódicos científicos.

17/11/2012

Médico receita cadeados para paciente

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"Cadialina" - Esse foi o "medicamento" indicado por um médico para uma dona de casa de Salvador combater dores no fígado e conseguir emagrecer.

A paciente, Adriana Santos, 33, diz que, ao perguntar sobre onde encontraria o remédio, o médico José Soares Menezes recomendou que ela procurasse um ferreiro e comprasse seis cadeados.

"Um para a sua boca, outro para a geladeira, outro para o armário, outro para o freezer, outro para o congelador e outro para o cofre de casa", relata a mulher, que diz ter 1,53 m de altura e 100 kg.

O caso ocorreu na semana passada em um posto móvel da Fundação José Silveira (conveniada à Secretaria de Saúde da Bahia) no bairro do Uruguai, onde Adriana mora, na periferia de Salvador.

Procurado, o médico limitou-se a responder: "Só usei uma linguagem figurada".

A fundação reconhece que houve a consulta e afirma que iniciará uma investigação.

O Conselho Regional de Medicina da Bahia recebeu ontem a queixa da dona de casa e prometeu abrir uma sindicância para apurar se houve infração ao código de ética da profissão.

Adriana disse ter contado que não poderia fazer uma cirurgia de redução do estômago. O médico, de acordo com ela, afirmou que sua filha chegou a realizar o procedimento, mas, como continuou sem fazer regime, acabou engordando novamente.

"Ele ainda falou que, se eu não quisesse os cadeados, o jeito seria fazer jejum em quatro dias da semana. E, nos outros três, só beberia água."

Em entrevista à TV Itapoan, afiliada da Rede Record no Estado, Menezes negou a segunda situação. O médico pediu desculpas "se foi mal interpretado" por Adriana.

"É uma paciente que tem compulsão por alimento. Infelizmente, ela vive numa comunidade que não tem capacidade de abstrair as coisas", afirmou o médico à TV.

A paciente afirmou que não aceita o pedido de desculpas de Menezes e que já teve consulta com outro médico, que pediu exames.

07/11/2012

Depoimento Borderline - Eu NÃO SOU Doença!

Hoje fui muito elogiada pela minha terapeuta! 
Eu me dei férias de 1 mês da terapia.

Férias mesmo, pausa, reflexão. Nada de rebeldia, apenas férias.
Hoje retomei e contei os milhares de "causos" e como reagi a cada um. 
Um parabéns atrás do outro. É, estou evoluindo... visivelmente. 

Milagres? Não. 
Empenho, dedicação e principalmente vontade de vencer e de ser reconhecida por mim mesma por isso. 
Tenho recebido elogios da família, namorado, alguns amigos e algumas pessoas do trabalho. Isso me motiva! 

Reafirmo a cada contrariedade: 

"EU NÃO SOU DOENÇA. EU TENHO UM LADO SADIO E É ELE QUE VAI TRABALHAR AGORA" 

E com isso eu mudo meu trajeto: de uma atitude destrutiva (doença) para uma construtiva (saúde). 

E é assim que vou caminhando pra frente...
Camila do grupo Vencendo o TPB


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