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29/07/2012

A Contenção da Autenticidade

Hoje eu aprendi uma grande lição.

Uma lição que eu já estava cansada de aprender na teoria, mas que quando se aprende na prática é totalmente diferente.

“Nós só damos valor (de verdade) quando perdemos”

E porque eu não enxerguei o verdadeiro valor, eu esqueci de praticar a contenção.
Autenticidade demais faz mal. Envenena.
E vicia. 
Uma vez que se começa a praticar a autenticidade, é difícil parar.
Não se pode ser autêntico o tempo todo.
Aquele que não reserva um pouquinho de si para si acaba se perdendo de si mesmo.

Autenticidade demais cansa.
Autenticidade demais causa desconforto.

Autenticidade demais assusta.
Mostrar o seu canto mais obscuro da alma e convidar o outro a entrar nem sempre é uma boa alternativa.

A autenticidade só me deu prejuízo.
.
E por isso...
...hoje volto a tirar minhas máscaras da gaveta.
E coloco um ponto final na autenticidade.
Ou pelo menos... um ponto e vírgula.
Wally

28/07/2012

Qual é o Sentido da Vida?

(...)Por que alguém surfa a onda em uma prancha?
Qual o propósito prático para isso?
Bem, nós fazemos isso porque tentamos alisar o oceano? 
Ou porque tentamos ensinar os peixes a nadar por cima da água?(...)

25/07/2012

"A Vingança Nunca é Plena..."

texto de Arnaldo Agria Huss

Apesar de quase não assistir televisão, sei que a atual novela das nove está dando ênfase a algo extremamente mórbido, que vem a ser a vingança.

Não é a primeira vez que a vingança é pano de fundo para uma obra de ficção. Até o compositor Lupiscínio Rodrigues rendeu-se ao tema, e um de seus maiores sucessos foi inspirado em uma decepção amorosa. 

O nome da decepção era Mercedes, que pensou em traí-lo com um empregado de Lupiscínio, mas o rapaz, com medo, entregou ao compositor o bilhete de Mercedes. Após o rompimento, ele compôs o grande clássico da MPB, ao qual deu o nome de “Vingança”. 

Um trecho diz assim: “Mas, enquanto houver força em meu peito, eu não quero mais nada, só vingança, vingança, vingança, aos santos clamar, ela há de rolar como as pedras, que rolam na estrada, sem ter nunca um cantinho de seu, pra poder descansar”.

O professor de Filosofia da Universidade Católica de Santos, Fábio Maimone, destaca que “no âmbito individual, a vingança é caracterizada como revanchismo, como a Lei de Tailão, conhecida como olho por olho, dente por dente”

Já no aspecto coletivo, é vista como uma lei natural. “O Estado tem o papel de vingar o indivíduo com a Justiça. Também há o Estado Divino, ou seja, a Justiça de Deus”.

Até que ponto o desejo por vingança é normal? A psicóloga Mirnamar Pagliuso explica que o anseio por vingança é inerente: “Faz parte da natureza humana. Quando somos lesados, nos sentimos destruídos. Por isso, temos o instinto de querer destruir quem nos prejudicou. O limiar entre o plausível e o anormal é a forma como a pessoa expressa este desejo de reparação

Ela destaca que o sentimento de vingança não é fruto exclusivo de traições ou decepções amorosas ou ainda, desafetos familiares. Assédio moral no trabalho ou o tal bullying são outros exemplos.

“Quando as pessoas arquitetam planos de vingança, com certos requintes de crueldade (física ou moral) já se caracterizam quadros de transtorno de personalidade”, assinala o psiquiatra Miguel Ximenes de Rezende, que acrescenta: “O que caracteriza um quadro de transtorno de personalidade é justamente a pessoa alimentar esse sentimento e planejar friamente como vai colocá-lo em prática”.

Existem 12 tipos de transtornos de personalidade, e o que mais se associa à vingança é a paranoia. “A falta de remorso e a frieza com que uma pessoa executa o seu plano de vingança são sinais de transtorno de personalidade paranoica”, explica o médico. “A obsessão por vingança figura em outros tipos de desvios de conduta, entre eles o transtorno antissocial da personalidade, atribuído aos sociopatas”, completa.

O tratamento é realizado à base de medicação associada à psicoterapia, dependendo do grau de intensidade do problema. “Procuramos amenizar a forma de como a pessoa vai manifestar o seu desejo por vingança, por meio da estabilização da ansiedade e do humor. Já a terapia visa o seu amadurecimento”, explica o psiquiatra.

O médico e a psicóloga concordam que os sinais que diferem um sentimento de vingança natural de uma obsessão por reparação, são latentes. Apenas desejar ou revidar uma ofensa é uma defesa natural do ser humano. Mas se este anseio ou prática for recorrente, é indicado buscar ajuda de um profissional especializado”, finaliza Mirnamar.

01/07/2012

Não é Estranho?


Não é estranho como nós 
nos escondemos atrás de nossos medos?
Não é estranho como 
muitas vezes nós mudamos de ideia?
Não é confortável nos acomodarmos
 e nunca tomarmos uma posição?
Não é confortável nos 
misturarmos com a multidão?

Se você sabe que está dentro de você
Por que não acreditar 
no que você pode fazer?
Você sabia que pode mudar 
a maneira como as coisas são?
Se você consegue enxergar
Você consegue ser

Não é engraçado como a gente 
sempre brinca de fingir?
Não é engraçado como tentamos 
enganar o mundo?
Não é típico querermos 
culpar alguém?
Não é típico querermos 
dar uma desculpa esfarrapada?

Se você sabe que 
está dentro de você
Por que não acreditar 
no que você pode fazer?
Você sabia que pode mudar 
a maneira como as coisas são?
Se você consegue enxergar
Você consegue ser

Quebrar o silêncio 
poderia mudar a maneira como pensamos?
Mudar a forma como pensamos, 
não é esta a ligação?

(tradução de Isn't it de Nianell)

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