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26/04/2011

Aceitação do Borderline

A aceitação vem quando o cuidador integra os "bons" e os "maus" aspectos do borderline que ama e percebe que o border não é nem um nem outro, mas ambos

Os cuidadores nesse estágio tem aprendido a aceitar a responsabilidade por suas próprias escolhas e deixar o border por conta de suas próprias escolhas também. 

Cada um pode então fazer suas próprias decisões sobre o relacionamento com um claro entendimento de si mesmos e da pessoa com TPB.


(fonte: trecho extraído do livro Stop Walking on Eggshells)

18/04/2011

Efeito Divisor Borderline

As pessoas não-borderlines são ambivalentes e podem experimentar dois estados contraditórios de uma vez. 

Os borderlines caracteristicamente mudam para a frente e para trás, inteiramente inconsciente de um estado de sentimento a outro...

A prática do “efeito divisor” pode transformar-se um ciclo contínuo. 

É muito difícil, se não impossível, cumprir todas as necessidades e expectativas de um borderline. 

Porque eles podem nunca estar claramente determinados - ou porque a pessoa com TPB tem problema em pronunciar-se nitidamente ou porque o border nem mesmo sabe que elas existem. 

Ou, uma vez que você dá passos para satisfazer as necessidades do borderline, eles podem decidir que querem algo mais. 

Seu papel pode mudar de herói a bandido diversas vezes em um dia, ou pode levar anos para a pessoa com TPB passar com ciclos através do padrão santo/pecador. 

Às vezes o borderline pode encontrar um novo “objeto de amor"; uma vez que o velho provou ser "defeituoso", somente para repetir o ciclo com alguma outra pessoa. 

Quando isto acontecer é seu trabalho manter uma opinião consistente, equilibrada de si mesmo em todas as ocasiões. 

Isto pode ser difícil porque o border tem muita certeza de que você fez algo terrível - e em resultado podem ser muito convincentes. 

Não é um papel (de teatro). Eles acreditam nisso

É também crucial que você mantenha uma perspectiva racional quando a pessoa com TPB o idealiza, no sentido positivo. 

Isto lhe ajudará a permanecer em um barco equilibrado durante aquelas épocas em que você estiver em maus lençóis.

(fonte: trecho extraído do livro Stop Walking on Eggshells)

15/04/2011

TPB - A Falta do Objeto Estável

Quando estamos solitários, a maioria das pessoas consegue se confortar por relembrar o amor que outros têm por elas. 

Isso é muito confortante mesmo que estas pessoas estejam bem longe – às vezes, mesmo que elas não estejam mais vivas. Essa habilidade é conhecida como objeto estável. 

Algumas pessoas com TPB, contudo, acham difícil evocar qualquer imagem de alguém amado para se confortar quando se sentem perturbados ou ansiosos.

Se a pessoa não está fisicamente presente, ela não existe em um nível emocional

O borderline talvez ligue para você frequentemente só para ter certeza de que você ainda está lá e continua se importando com ele. 

O borderline talvez mantenha uma foto sua à mão ou leve consigo alguma coisa que você lhe deu para se lembrar de você, do mesmo modo que uma criança usa um ursinho de pelúcia para se lembrar do amor de seus pais. 

Essa estratégia é frequentemente sugerida por terapeutas para ajudar o borderline a entender e lutar melhor contra seus medos de abandono. 

Cartas, fotos, perfumes (aroma que traga ao border lembranças de seu companheiro) são tipicamente usados. 

Não-borderlines precisam entender que essas estratégias ajudam o borderline, muitas vezes reduzindo seu medo e ansiedade. 

Usualmente, o resultado é um relacionamento menos pegajoso, que frequentemente traz algum alívio ao cuidador.



(fonte: trecho extraído do livro Stop Walking on Eggshells)

08/04/2011

Abuso Verbal Borderline

Quando a pessoa com TPB lhe ataca verbalmente, ela é consumida por suas próprias necessidades. 

Ela pode também estar deslocando para você a fúria e a raiva que são o resultado do abuso que ela sofreu no passado. 

Se ela parece ser controladora, ela pode estar tentando ganhar controle sobre a própria vida dela – não a sua. 

E mesmo quando ela parece ter vencido algum argumento, na verdade ela perdeu. 

Por um lado, ela tem destruído seu relacionamento com você – alguém que ela está aterrorizando e que irá abandona-la. 

Quando as coisas se acalmam, a pessoa com TPB talvez se sinta envergonhada pelo jeito que ela se comportou com você. Isso se junta à espiral decrescente de vergonha, culpa e baixa auto-estima. 

Ela talvez se arrependa e implore pelo seu perdão, e em seguida negue que alguma vez tenha admitido que seu comportamento estava fora do limite.

Mas mesmo que seu comportamento não seja realmente relativo à você, a crítica e culpa excessiva pode cruzar a linha e se tornar abuso verbal. 

Berbely Engel (1990) escreve: O abuso emocional é qualquer comportamento que é projetado para controlar outra pessoa através do uso de medo, humilhação e ataques verbais ou físicos. 

Isso pode incluir desde abuso verbal e constante crítica até táticas mais sutis como intimidação, manipulação e repulsa por nunca estar satisfeito. 

O abuso emocional é como uma lavagem cerebral onde desgasta sistematicamente  a auto- confiança, o senso de valor-próprio, a confiança em suas percepções e o auto-conceito da vítima. 

Eventualmente, o recebedor perde todo o senso de si e tudo o que resta de valor pessoal.

(fonte: trecho extraído do livro Stop Walking on Eggshells)

01/04/2011

Raiva Borderline & Contra-Ataque

Alguns cuidadores reagem à raiva por contra-atacar. Inicialmente, isso pode ajudar o cuidador a desviar a repreensão, crítica e acusação. 

Mas essas discussões não trazem uma solução real e são repetidas continuamente. Elas podem se intensificar, levando a violência por parte de ambos.

Outros cuidadores afirmam que a raiva é uma reação inapropriada ao comportamento borderline. 
Alguns dizem, “você não ficaria furioso com alguém por ter diabetes – porque você ficaria furioso quando alguém tem TPB”? 

Pessoas que sentem culpa por sua raiva ou outras emoções negativas podem então canaliza-las em emoções mais “aceitáveis”, porém potencialmente mais destrutivas, como a depressão. 

Sentimentos não tem QI. Eles apenas existem. Tristeza, raiva, culpa, confusão, hostilidade, aborrecimento, frustração – todos são normais, e também esperados por pessoas confrontadas com o comportamento borderline. 

Isso é verdade não importa qual seu relacionamento com a pessoa com TPB. 

Isso não significa que você deve reagir ao border com raiva. Isso significa que você precisa de um lugar seguro para desabafar todas as suas emoções e se sentir aceito, não julgado.

(fonte: trecho extraído do livro Stop Walking on Eggshells)

31/03/2011

Hipervigilância Borderline e Doenças Físicas

É muito estressante estar perto de alguém que pode lhe repreender severamente à qualquer momento sem nenhuma provocação visível.

Numa tentativa de ganhar algum controle sobre o que parecem ser comportamentos borderline muito imprevisíveis, o cuidador geralmente se encontra “em alerta” para prever a ocorrência de comportamentos angustiantes do border. 

Se ele conseguir predizer quando esses comportamentos irão ocorrer, então o cuidador pode se preparar para ou defender a si mesmo ou evitar ser invadido pela raiva e pelo agir para fora. 

Contudo, estar em alerta requer um senso elevado de excitação tanto física como psicologica que, muitas vezes, pode esgotar as defesas naturais do corpo contra o estresse. 

Como resultado, sintomas físicos de estresse começam a se manifestar na forma de dores de cabeça, úlceras, alta pressão sanguínea e outras doenças.

(fonte: trecho extraído do livro Stop Walking on Eggshells)

30/03/2011

Reagindo ao Comportamento Borderline

Você talvez se sinta como um jornal amassado dentro de um tornado, fustigado pelos caprichos da pessoa com TPB em sua vida. 

Mas você tem mais controle sobre o relacionamento do que provavelmente imagina. Você tem o poder sobre suas próprias ações. 

E você controla suas próprias reações ao incômodo comportamento TPB . Uma vez que você entenda a si mesmo e as decisões que fez no passado, será fácil fazer novas decisões que com o tempo serão mais saudáveis para você e para o relacionamento. 

Suzan Forward (1997) discute como mesmo a evitação é uma ação adquirida: 

Todo dia, nós ensinamos as pessoas a como nos tratar por mostrar o que iremos e o que não iremos aceitar, o que nós nos recusamos a confrontar e o que deixamos passar. Nós talvez acreditemos que podemos fazer o comportamento incômodo de outra pessoa desaparecer se não criarmos caso. Mas a mensagem que mandamos é: “Isso funciona. Faça novamente”

Alguns cuidadores acham esse passo de admitir sua própria responsabilidade difícil porque eles escutam a voz do border em suas cabeças dizendo: 

“Viu, tudo é sua culpa. Eu disse que tem alguma coisa errada com você”.

Para esses cuidadores, tomar esse passo é quase parecido a concordar com as críticas do border. Se isso acontece com você, silencie essas vozes agora mesmo. 

Nós não estamos sugerindo que você provoque ou cause o comportamento da pessoa – em vez disso, estamos propondo que você talvez esteja inconscientemente dando permissão ao borderline de repetir comportamentos que tem funcionado no passado. 

Também, quando ouvir a voz acusadora do border em sua cabeça, considere se você pode estar praticando o splitting – comprando a crença de que um de vocês precisa ser “errado” ou “mau” e o outro é “inocente” e “perfeito” (idealização vs desaprovação).

(fonte: trecho extraído do livro Stop Walking on Eggshells)

28/03/2011

O TPB pode ser Contagioso!

O mal humor e a combinação de emoções que os cuidadores experimentam são o resultado de sua incapacidade de utilizar mais estratégias efetivas de separar, proteger e cuidar de si mesmos diante das emoções e do stress intenso. 

Os cuidadores geralmente começam a ver as coisas em preto e branco e ver soluções de tudo ou nada para os problemas. 

O mal humor é também extremamente comum em cuidadores, uma vez que eles frequentemente estão de bom humor quando o borderline está para cima e de mal humor quando o borderline está para baixo.

Até certo ponto, a pessoa com TPB carrega o não-borderline consigo no passeio de montanha-russa que é a sua vida

Se isso acontece com você, você talvez deseje usar essa experiência para vislumbrar o que é ter TPB de verdade.

(fonte: trecho extraído do livro Stop Walking on Eggshells)

27/03/2011

Interpretações Alternativas Borderline

Os cuidadores geralmente não pedem ajuda quando os borders de suas vidas os elogiam muito.

Mas é importante lembrar que o lado de cima do splitting (idealização) também tem seu lado de baixo (desvalorização). 

Isso não significa que você deva ignorar as coisas boas que o border está dizendo – sem dúvida, você deve desfruta-los. Mas seja cuidadoso a respeito de super declarações positivas e exageros que são difíceis de cumprir. 

Também, seja cauteloso a respeito de declarações de amor e promessas muito adiantadas, porque elas podem estar baseadas na imagem que o border tem de você ao invés do que você é de verdade

É importante manter sua interpretação das coisas em mente, já que os borders geralmente são muito negativos ou muito idealizados. 

Às vezes não é o evento em si que provoca o splitting mas sim a interpretação que o borderline faz do evento.

(fonte: trecho extraído do livro Stop Walking on Eggshells)

26/03/2011

Gatilhos vs Causas do Comportamento TPB

Entender a diferença entre causas e gatilhos do comportamento borderline é crucial para parar de levar o comportamento para o lado pessoal. 

Você pode engatilhar o comportamento borderline muito facilmente conforme seu dia passa. Isso não significa, no entanto, que você causou o comportamento. 

Imagine que você esta tendo um dia muito ruim. Você chegou no trabalho e percebeu que esqueceu seu guarda-chuva novinho no ônibus. Você derrama café na sua roupa nova. Seu chefe lhe diz que o presidente cancelou seu projeto predileto. E quando você liga seu computador, você descobre que um vírus destruiu todos os seus arquivos. Você deveria ter feito um backup, mas nunca achou tempo para isso. 

Naquele momento, seu colega de trabalho sortudo passa com um grande sorriso estampado na cara. 

“Oh, que belo dia é hoje!” ele exclama. “Te faz ficar contente por estar vivo, não é?” 

“Na verdade não”, você rosna. “Eu estou tentando trabalhar. Pode parar de me humilhar?” 

Seu colega de trabalho engatilhou sua réplica rude. 
Mas ele não causou isso. 

Se você se importa com alguém com TPB, talvez precise aceitar que as vezes o borderline irá agir de maneiras que não fazem sentido para você.

(fonte: trecho extraído do livro Stop Walking on Eggshells)

24/03/2011

Escolha como Reagir!


Era outubro e minha esposa - que é border - e eu estávamos indo a uma festa de Halloween dada pelo meu amigo, Buck. 

Eu estava vestido como Charlie Brown, completo com camisa listrada e com um beagle de pelúcia. 

Ela era Lucy. Em uma mão ela carregava uma bola de futebol, e na outra um letreiro que dizia, “Conselhos psiquiátricos, cinco centavos”. (Irônico, não é?) 

Mas a porta se abriu e uma terrível percepção veio sobre mim: aquela não era uma festa de Halloween!

Todos estavam de sueters e jeans. Os três de nós – eu, minha esposa e sua amiga – todos percebemos meu engano exatamente ao mesmo tempo. 

Minha esposa ficou imediatamente muito furiosa e começou a trazer a tona quão estúpido eu era.

Usualmente, eu reagiria a sua fúria e abuso verbal com medo, ansiedade e confusão. Mas dessa vez eu apenas não conseguia parar de rir! 

Então durante a fúria de minha esposa, nós dois nos partimos de tanto rir. 

Eu pensei nesse episódio na próxima vez que minha esposa perdeu a cabeça, e me senti melhor ao perceber que eu tinha uma escolha sobre como eu reagiria

(fonte: trecho extraído do livro Stop Walking on Eggshells)

23/03/2011

Mudando a Vida do Borderline

A pessoa com TPB não pediu para ter o transtorno. E você nunca pediu para alguém em sua vida ter TPB .

Mas se você for um típico cuidador, tomará um pedaço enorme de culpa pelos problemas da outra pessoa, e provavelmente sentirá que você – e somente você – pode soluciona-los. 

Muitos cuidadores – especialmente aqueles que escolheram seu relacionamento com o border – vivem tentando consertar as coisas para outras pessoas e salva-las. 

Isso lhes dá a ilusão de que podem mudar alguém. 

Mas isso é apenas uma fantasia que transfere a responsabilidade da única pessoa que tem o poder de mudar a vida do borderline – o próprio borderline.

Você pode passar 24 horas por dia sofrendo pelo seu borderline. Você pode colocar sua vida em espera, esperando por ele para retornar ao seu modo de pensar. Você pode deixar toda sua vida emocional ser ditada pelo seu humor do momento. Mas nada disso irá ajudar a pessoa com TPB . 

Em nossa entrevista com Howard I. Weinberg, Ph.D., ele disse: 

Pessoas com TPB precisam que seus amigos e familiares sejam estáveis e claros – que não os rejeitem e nem os sufoquem. Eles precisam que você os deixe cuidar de si mesmos e que não faça coisas por eles que eles podem fazer por si mesmos. A melhor maneira de fazer isso e ajuda-los é trabalhar em si próprio.

(fonte: trecho extraído do livro Stop Walking on Eggshells)

22/03/2011

Depoimento Borderline - Agradecimento

Para aqueles de vocês que decidiram permanecer com seu familiar TPB, obrigada, obrigada! 

Nós precisamos muito de seu amor e apoio. Precisamos que você acredite em nós e nos encoraje em nossa recuperação. 

Mas se você decidiu permanecer, procure terapia se necessário e certifique-se de não perder a si mesmo no processo. 

Você não pode perder sua própria identidade. Você tem de vir primeiro. 
Porque, se você perder isso, então a pessoa com borderline não vai ter realmente um apoiador. 

Ela terá apenas outra pessoa em sua vida com um monte de problemas.

(fonte: trecho extraído do livro Stop Walking on Eggshells)

18/03/2011

Reforço Intermitente Borderline

Digamos que você tenha um rato em uma caixa com uma alavanca. Você ensinou o rato a pressionar a alavanca. 

A cada quinta vez que a alavanca é pressionada, ele é recompensado com alguma comida. O rato rapidamente aprende a pressionar a alavanca cinco vezes para que possa reinvindicar sua recompensa. 

Mas se você parar de dar comida para o rato, ele rapidamente irá abandonar o exercício e voltará a fazer as coisas que os ratos fazem. 

Agora digamos que você intermitentemente reforça o rato com comida; isto é, você varia o horário da recompensa. Algumas vezes você recompensa o rato depois de duas pressionadas. Outras vezes você espera até a qüinquagésima pressionada. Você alterna o reforço de modo que ele nunca saiba quando esperar pela comida. 

Então, mais uma vez, você tira todas as bolinhas de comida. Mas o rato continua pressionando a alavanca. Ele a pressiona trinta vezes. Nada de comida. Ele pressiona mais um pouco. Ele pensa: “talvez o humano está esperando pela nonagésima nona pressionada dessa vez”. 

Quando um comportamento é intermitentemente reforçado, extinguir o comportamento leva muito mais tempo depois que a recompensa foi removida. O reforço intermitente pode funcionar de duas maneiras. 

Você é intermitentemente reforçado quando o border está de bom humor. Você não pode predizer quando isso ocorrerá de novo – mas você sabe que pode ser logo. 

O borderline pode também ser intermitentemente reforçado quando você ocasionalmente cede às suas exigências enquanto eles agem para fora ou para dentro. 

Molly diz: “Eu estou sendo surpreendido agora mesmo pelo comportamento charmoso de Sondra. Eu estou pensando: ‘Ah! Essa é a pessoa que eu costumava conhecer’. "Meu pensamento lógico me diz para não me reconciliar com ela. Mas minhas emoções estão dizendo outra coisa”. 

Se você se sente “viciado” no borderline apesar de ele lhe tratar duramente, considere se o reforço intermitente está fazendo parte do relacionamento.

(fonte: trecho extraído do livro Stop Walking on Eggshells)

17/03/2011

Sensibilidade à Flor da Pele

Terça-feira ao atender o carteiro recebi um grande presente:


Já li o livro e digo que é RECOMENDADÍSSIMO!!!
Aprendi MUITO! Leia as primeiras páginas AQUI!

Até marquei algumas partes para ler novamente.
Fica a dica para quem quer entender melhor o TPB!

Eis o blog da escritora: Helena Polak 

O Ciclo Borderline - Depoimento


Eu nunca fiz um diário, mas num período de dez anos, eu percebi que o humor de Bárbara ocorria em ciclos que pareciam se repetir a cada seis semanas. 

Isso funcionava mais ou menos assim:

1. Fúria explosiva e violenta que durava de dez minutos à várias horas.

2. Silêncio que durava de dois à cinco dias.

3. Comportamento amigável, alegre e afetuoso que durava de três à quatro dias. (Quando as coisas iam bem, Barbara pedia desculpas e até mesmo me pedia pra descobrir o que poderia estar causando seu 'comportamento louco'.

4. Uma longa deterioração que durava de 4 a 10 semanas. Durante esse período ela se tornava cada vez mais crítica, condenativa e irritadiça. Ela negava seus comentários anteriores cheios de desculpas. Finalmente ela tinha uma explosão de raiva e o ciclo se repetia novamente.

Uma vez reconhecido os padrões, eu já sabia o que esperar. Isso tornou as coisas mais manejáveis para mim.

(fonte: trecho extraído do livro Stop Walking on Eggshells)

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