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27/02/2013

Um Minuto de Silêncio


(Traduzido por Rodrigo Robleño)

Nos anos 70, Marina Abramovic viveu uma intensa história de amor com Ulay. 

Durante 5 anos viveram num furgão realizando todo tipo de performances. Quando sentiram que a relação já não valia aos dois, decidiram percorrer a Grande Muralha da China; cada um começou a caminhar de um lado, para se encontrarem no meio, dar um último grande abraço um no outro, e nunca mais se ver.

23 anos depois, em 2010, quando Marina já era uma artista consagrada, o MoMa de Nova Iorque dedicou uma retrospectiva a sua obra. 

Nessa retrospectiva, Marina compartilhava um minuto de silêncio com cada estranho que sentasse a sua frente. Ulay chegou sem que ela soubesse e... 

Foi assim:

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Psicanálise do Cotidiano: Deixe Seus Filhos Crescerem


por Andreneide Dantas

Alguns pais se queixam de que seus filhos são infantis, imaturos e irresponsáveis. Que não estudam, não cuidam de seus pertences, de seus horários ou não trabalham. 

Dizem que “não aguentam mais” levá-los de um lado para outro, como se fossem seus “motoristas”.

Nos procuram para atender a seus filhos, pois acreditam que eles estão com problemas graves. É verdade que esses filhos estão com problemas, mas também é verdade que esses pais não escapam disso. Pois acrescido ao fato de que sofrem as consequências desses comportamentos também, na maioria das vezes, o comportamento dos filhos é decorrente do comportamento deles.

Esses pais reclamam, se queixam, porém de alguma forma continuam fazendo com que essas atitudes se repitam, quando acreditam não poder fazer nada para mudar ou quando continuam “mimando” esses filhos.

Uma mulher se queixou de sua filha de 24 anos que já começou a fazer 3 cursos e parou “porque não gostou”, uma outra saiu do trabalho porque “não gostava do chefe”. Nesses dois casos fica claro que elas não suportaram frustrações, pois ao menor sinal de uma contrariação, abandonaram o que estavam fazendo.

Quando escutamos essas mulheres que são mães, fica evidente que por “trás” dessas queixas reside um comportamento que de alguma forma contribui para que seus filhos ajam assim. Pois, se com uma palavra dizem para eles crescerem, com um comportamento deixam claro que querem que eles permaneçam crianças. Algumas chegam ao cúmulo de chamarem seus filhos de “crianças ou de bebês”. Sem saberem que essa forma de falar afeta o comportamento dos filhos.

Para exemplificar: uma mãe estava na entrevista se queixando que seu filho de 6 anos faz “xixi na cama”, portanto , tem enurese noturna. Enquanto falava, deixou escapar que por “conta disso” coloca fralda nele quando ele vai dormir. Questionei essa atitude, e ela me disse que faz isso para que seu filho não fique “molhado” e “incomodado” e para que possa ter uma noite de sono tranquila.

Falei para ela que dessa forma ficava difícil que ele mudasse seu comportamento, pois se ele não se incomodar porque mudaria tal fato?

Sem perceber, essa mulher autorizava que o filho continuasse fazendo “xixi na cama”. Isso significa que quando ela colocava a fralda nele, a mensagem que transmitia era: “pode fazer xixi na cama”. Vemos com isso que ele tinha poucas chances de fazer o contrário.

Portanto, para que os filhos cresçam saudavelmente é importante que os pais permitam, e quando eles não estão permitindo é porque existem “entraves” que os impedem, e que são inconscientes. Possivelmente algo associado à história pessoal e inconsciente de cada um.

A escuta dessas queixas é importante para que cada pai e mãe possam descobrir os “entraves” que funcionam como “amarras invisíveis” que impedem seus filhos de crescerem normalmente.

26/02/2013

Inteligência emocional é mais valorizada do que QI


 por Thiago Prado

Levantamento mostra que 59% dos recrutadores não contratariam profissional com QI elevado e baixo quociente emocional.

A habilidade de controlar as próprias emoções e de saber reagir de forma adequada à atitude dos colegas de trabalho é uma característica bastante valorizada nos profissionais. Até mais do que a inteligência medida pelo QI.

Levantamento da CareerBuilder mostra que 71% dos 2.662 executivos de RH pesquisados afirmam valorizar mais a inteligência emocional (IE) do que o QI em seus funcionários. Isso vale tanto na hora de contratar como na de promover. 

A pesquisa mostra que 59% dos recrutadores não contratariam um profissional com QI elevado e baixo quociente emocional (QE).

Quando se fala em promoção, a porcentagem é ainda maior – 75% se dizem mais propensos a valorizar o funcionário que lida melhor com as emoções. 

Quando questionados sobre por que a inteligência emocional é mais importante do que aquela medida pelo QI, os executivos de RH dizem que funcionários com alto QE conseguem manter a calma sob pressão, sabem resolver conflitos efetivamente, têm empatia com suas equipes, lideram pelo exemplo e tomam decisões de negócios mais bem pensadas.

Os gestores de RH explicaram, ainda, como detectam profissionais com elevado QE em suas equipes. Esses funcionários normalmente admitem e aprendem com seus erros, controlam as emoções durante as discussões, apresentando argumentos bem pensados, escutam mais do que falam e demonstram boa vontade sob pressão.

25/02/2013

Transtorno de Personalidade Histrionica


O Transtorno de Personalidade Histriônica ou Histérica (TPH) é uma desordem de personalidade (incluída no grupo B “dramáticos, imprevisíveis ou irregulares” – Borderline, Histriônica, Anti-Social e Narcisista), representada por pessoas dramáticas, exageradas, sedutoras, que tendem a chamar atenção para si mesmas e controlam pessoas e circunstâncias para conseguirem o que querem – manipuladores.

É um distúrbio de personalidade que pode ocorrer concomitante ao Transtorno de Personalidade Limítrofe (Borderline) e, por isso, compartilham várias características em comum. Além disso, histriônicos têm uma probabilidade maior de adquirir depressão do que a maioria das pessoas.

Muitas das pessoas desejam ter admiração de outros, mas pessoas com personalidade histriônica têm uma necessidade doentia e constante de atenção, engajando-se sempre em comportamentos excessivos para atrair atenção para si, com frequente dependência de aprovação e elogios de outros para se sentirem bem. 

Sua relação com o sexo oposto com frequência é caracterizada pela necessidade de sedução, sobretudo nas relações afetivas autênticas. Erotizam suas relações sociais, mesmo as inapropriadas; eles têm sempre uma imensa vontade de seduzir. Entretanto, histriônicos tendem a evitar relações afetivas autênticas, profundas e íntimas (ex.: namoro).

Pessoas histriônicas não conseguem viver sem atenção. Carentes, elas acreditam que só são felizes com pessoas dando atenção a elas a todo instante, e acham que outros irão dar atenção apenas se agirem por extremos caminhos. 

Eles se consideram um “nada”, caso fiquem sem atenção. Esses indivíduos têm profundos sentimentos de aborrecimento e tristeza caso se sintam ignorados, excluídos, rejeitados ou abandonados e ficam mal humorados facilmente se percebem que as pessoas não o responderam positivamente.

Além disso, eles tendem a entreter as pessoas para estas não notarem seus pontos fracos e acreditam que animando, divertindo ou ajudando outras pessoas, apenas assim receberão atenção. 

Por vezes, são egoístas porque tendem a apenas fazer algo que tenha recompensa (ex.: afeto e atenção) e, de preferência, imediata; eles podem ajudar outras pessoas, fazendo-se de caridosos ou humildes pois sabem que assim terão atenção recompensada; ou então mostrar-se interessados por determinada pessoa apenas porque sabem que esta dará a atenção de que necessitam, mas quando cansam ou enjoam, tendem a deixar esta pessoa. 

Isto ainda é reforçado pelas oscilações do humor e opiniões de que histriônicos sofrem. Por vezes, confundidos com borderlines, os indivíduos histriônicos têm uma grande labilidade emocional marcada por instabilidade do humor e das emoções, muitas vezes estas expressas de forma exagerada mas superficial.

Facilmente, de um humor animado, decaem ao choro, mau humor e depressão, bem como tendem a ser estressados podendo ter ataques de fúria incontrolável por se irritarem por qualquer coisa. Algumas vezes, essa grande instabilidade e exagero das emoções contribuem para se aparecerem mais.

CAUSAS

A causa é indefinida, entretanto, deve-se considerar fatores biológicos e, principalmente, hereditários e ambientais/familiares. Não raro alguns histriônicos foram privados de atenção e afeto por parte de algum dos pais. 

Contudo sabe-se também que pessoas que têm familiares em geral com transtorno de personalidade, principalmente histriônico (histérico), limítrofe (borderline), anti-social (sociopático) e narcisista, têm 2 vezes mais chances de apresentar o histrionismo; e pessoas que têm familiares muito próximos (pais e avós) com personalidade histriônica ou borderline têm 5 vezes mais chances de haver traços do primeiro distúrbio. Assim como a histeria, o histrionismo é mais comum nas mulheres.
(referência: Xtibia)

24/02/2013

Psicanálise do Cotidiano: As Armadilhas do Consumo


Autora de “As Armadilhas do Consumo” (Editora Campus), a psicanalista  Márcia Tolotti se dedica há alguns anos a estudar o impacto das emoções na maneira como as pessoas lidam com o consumo, fazem investimentos e administram suas dívidas.

“Não somos tão livres como pensamos quando fazemos nossas escolhas de consumo”, diz Márcia Tolotti. “Quando compramos algo, escolhemos mais do que uma marca. Escolhemos os atributos que relacionamos a essa marca, como elegância, poder e aventura”, afirma.

Sete armadilhas de compras, dívidas e investimentos:

- ACHAR QUE TODAS AS DECISÕES SÃO RACIONAIS Segundo a psicanalista Márcia Tolotti, quando tomamos decisões relacionadas ao dinheiro, sofremos duas interferências negativas: da má educação financeira e das emoções. É um erro, assim, achar que basta conhecimento técnico para se dar bem nos investimentos. É preciso também ter autoconhecimento emocional.

- AGIR EM MOMENTO DE TRISTEZA OU RAIVA - Duas emoções que fazem com que as pessoas ajam de maneira impulsiva são a tristeza e a raiva. “A raiva atrapalha o raciocínio e causa uma “cegueira estrutural”. A tristeza faz com que a gente não dê muito valor para o que possui”, diz Márcia Tolotti. Numa situação assim, diz a psicanalista, um investidor, pode, por exemplo, vender uma ação por um preço muito baixo.

- DEIXAR-SE LEVAR PELO “EFEITO MANADA” - O efeito manada é percebido, por exemplo, quando uma pessoa se decide por um tipo de investimento porque viu que outras pessoas se deram bem. Nessas situações, o investidor pouco se preocupa em entender o mercado financeiro, porque tem certeza de que aquela empresa terá um bom resultado.

- COMPRAR IMPULSIVAMENTE - “Dois segundos e meio depois da decisão de compra, somos inundados pela dopamina”, diz Márcia Tolotti, citando o hormônio responsável pela sensação de prazer. Por isso tanta gente compra mais do que pode e acaba se endividando. Avaliar a real necessidade da compra e não consumir por impulso são as formas de se evitar essa armadilha.

- BOICOTAR-SE - Um investidor compra uma ação e estabelece que irá vendê-la quando o papel atingir um determinado valor. Mesmo quando esse valor é atingido, porém, ele não se permite ter essa recompensa. Em vez disso, decide adiar a venda, na expectativa de um valor mais alto que no fundo ele sabe que dificilmente será alcançado. “É uma espécie de autoboicote”, diz Márcia Tolotti.

- AGIR BASEADO NA CULPA - “A culpa é uma moeda muito cara”, define Márcia Tolotti. Pais que tentam reparar sua ausência no dia a dia dos filhos comprando coisas para eles, por exemplo, estão agindo por meio desse sentimento, o que pode levar a um descontrole financeiro. É preciso parar e pensar se essa é a motivação de uma compra. Se for, evite-a.

- SER CONSUMISTA - Não há nada errado em consumir, diz a psicanalista. Mas é preciso saber diferenciar o consumo do consumismo, e fugir deste último. “O consumo gera conforto se eu consigo pagar e não tira minha capacidade de investimento no longo prazo. Sobre o consumismo a pessoa não tem controle: ele leva ao endividamento e prejudica a capacidade de investimento”.

A psicanalista cita diversas emoções que estão relacionadas ao consumo, como vaidade, insegurança, inveja, tristeza e frustração. Ter autoconhecimento, diz ela, é importante para que as pessoas saibam o papel dessas emoções nas decisões do dia a dia e evitem cair em armadilhas.

18/02/2013

A Incrível Síndrome de Benjamin Button


Muitos já devem ter assistido - ou pelo menos ouvido falar de - o famoso filme “O Curioso Caso de Benjamin Button”, no qual é contada a história de uma criança que nasceu com a aparência de um velho, fazendo com que muitos acreditem que ela viverá pouco tempo, mas a cada ano que passa ela fica mais nova, deixando todos perplexos.

Apesar dessa história ser apenas ficção, na vida real existe um doença que é bem parecida, pois faz com que adultos comecem a agir como crianças e tenham que receber todo o tipo de cuidado.

Graças ao filme essa doença começou a ser chamada de "Síndrome de Benjamin Button”, mas seu real nome é Leucodistrofia e é causada pela degradação da mielina, uma importante substância que faz parte do sistema nervoso. E conforme ela vai piorando a pessoa fica cada vez mais infantil até não conseguir fazer nada sozinha.

Existem diversas histórias sobre essa doença, contudo uma das mais interessantes é a dos irmãos ingleses.

O irmão mais novo era casado, tinha filhos e levava uma vida normal, até que os primeiros sintomas apareceram, e em pouco tempo Matthew perdeu esposa, filhos e sua casa. 

Hoje está morando com seus pais, exatamente como seu irmão mais velho, Michael, que chegou a ser um grande piloto da Força Aérea Inglesa, porém conforme o tempo passava e ele ia ficando mais infantil, foi obrigado a largar sua profissão.

Os dois, que agora vivem com os pais, passam o dia vendo desenhos e brincado como crianças, apesar de terem mais de 40 anos

Até hoje não se tem cura para essa doença, a única coisa que se pode fazer é cuidar dessas crianças em corpo de adultos, até que elas percam toda sua noção e um dia encontrem a morte.

12/02/2013

Lunática


Bem como a Lua
Tenho 4 fases
Quando Cheia, sou inteira
À mingua, sou Minguante
Nova, apaixonada

Viva, Crescente
Sou Noturna, pois as estrelas
contemplam minhas fases
Sou feito um Noturno de Chopin

Estou Minguante
Mas estrelas me lembram
Que outras fases vêm
E que um cometa
me fecundará
na explosão que transformará
as 4 fases numa única

Lunática,
Lunar...

03/02/2013

Respiração Correta Alivia Ansiedade e Depressão

"Aprendendo a controlar a respiração, damos fim em todas perturbações da mente e dos sentidos", afirma o médico David Frowley, autor de Uma visão Ayurvédica da Mente, a cura da consciência.

Considerado o maior especialista ocidental em terapia ayurvédica, ele acaba de vir à América do Sul pela primeira vez e escolheu o Brasil, onde deu uma palestra, para dividir os ensinamentos sobre o sistema de cura tradicional da Índia. 

"Nossa energia vem, basicamente, da respiração (...) Se o cérebro não recebe a quantidade certa de oxigênio, não temos a energia vital suficiente para nos desenvolver e mudar"

A seguir, Dr. David Frawley ensina como mudanças sutis na inalação e na respiração podem contribuir no alcance e na manutenção de um estado psicológico marcado pelo bem-estar. 

Sopre a ansiedade para longe

A receita é imbatível contra tremores pelo que ainda nem aconteceu, além de bastante eficaz no combate à insônia. Separe uns dez minutos do seu dia, não importa o horário - pode ser, inclusive, no pico de uma situação superestressante. 

Comece só prestando atenção no ritmo em que o ar entra e sai dos pulmões. Aos poucos, vá controlando este intervalo, até que ele se torne bem espaçado: tente contar até dez enquanto puxa e, depois, quando solta a respiração. 

Fazendo inalações mais prolongadas, você fortalece todo o seu corpo e acalma a mente. Com isso, as preocupações, por mais terríveis que sejam, acabam amenizadas, já que a energia passa a circular melhor por todo o organismo.

Respirações fortes e intensas 

Contornar os sintomas depressivos com a respiração é muito simples. A falta de disposição desaparece, caso você consiga manter um ritmo mais intenso enquanto realiza as inalações e as exalações. 

A idéia é não apenas respirar com grande velocidade, mas com bastante vigor, puxando e soltando a máxima quantidade de ar possível a cada tentativa. Mantenha o pique por dois minutos e descanse. Repita mais duas vezes. Não se assuste caso venha a sentir tonturas, a sensação é normal - e devida ao excesso de oxigênio que, de repente, passa a percorrer o organismo. 

Não é lógico viver assim

Até para quem não consegue dar um passo à frente sem medir todos os prós e contras dessa atitude existe uma respiração ideal.

As pessoas que têm o lado racional extremamente desenvolvido (e sofrem maquinando sobre tudo o que acontece ao redor) devem estimular a respiração com a narina esquerda, conectada com o a região do cérebro ligada às emoções.

Funciona assim: com um dos dedos, tape a narina direita e faça 30 respirações (inalação, seguida de exalação) somente com a narina esquerda. O exercício será seguido de uma sensação de refrescância e calma.

Emoção demais, não há quem aguente

Aqui, vale o contrário do treino acima. Se você derrama lágrimas até pela grama cortada e se descabela por qualquer bobagem, a dica é estimular um pouco mais o seu lado racional, favorecendo um estado de equilíbrio entre ele e suas desenvolvidíssimas emoções.

Com um dos dedos, tape a narina esquerda e faça 30 respirações (inalação seguida de exalação) apenas com a narina direita.o efeito aquecedor desta prática irá ajudar na busca por análises mais racionais das situações impostas pelo dia-a-dia.

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